Autor: Adventuremag

Sempre em busca das estórias mais interessantes, provas desafiadoras e paisagens de tirar o fôlego.
28 outubro 2016 Off

Vencendo Desafios – relato de Weliton Carius no Endurance Challenge Chile 2016 – Adventuremag

Por Adventuremag

Sempre que estou numa linha de largada, me sinto diante de uma grande tela de cinema e, naquele momento que soa o sino, é como se eu mergulhasse em outro mundo, em outra dimensão. Se me proponho a tal é porque procuro viver intensamente aquele momento único, correndo, subindo e descendo as montanhas. Lá as minhas fraquezas se convertem em fortalezas.

Na minha segunda participação do Endurance Challenge – Chile 2016, tudo estava indo como planejado. No dia anterior preparei todo o meu equipamento para prova: mochila de hidratação, short de lycra, camiseta e, também os equipamentos obrigatórios: celular, reservatório com capacidade mínima de 1.5 l, reserva alimentar e apito. Afixei o numeral na minha camiseta, separei o meu tênis Salomon S-Lab 5, e também decidi utilizar umas super polainas da Raidlight, que havia finalmente encontrado para comprar e fui dormir após cumprir todo o ritual, mesmo com um pouco de ansiedade e querer despertar logo para me aprontar para a prova no dia seguinte.

Dormi e acordei bem disposto, logo me preparei e peguei uma condução, 15′ depois ou até menos já me encontrava no local de largada da prova. Fiquei por lá num longo bate papo com o Cesar Picinin e o Guilherme Sakai trocando experiências. Todavia estava com a cabeça na largada e na prova que iria enfrentar minutos depois. Estava ansioso, nervoso e pensativo, e por outro lado, feliz com a oportunidade de ter o primeiro contato pessoal com esses dois irmãos, já que a nossa realidade de vida virtual tanto nos aproxima como também nos afasta.

Finalmente fomos fazer um breve aquecimento, já que iríamos enfrentar o mesmo circuito de 50k.

Aquecimento concluído e a chamada para a largada, tudo começou a acelerar até que segundos antes da largada, o tempo parou por centésimos de segundo e, enquanto colocava as mãos no meu peito para agradecer, observei que tinha perdido parte da minha suplementação.

Imediatamente largamos e minha mente estava em ritmo alucinante, buscando uma nova estratégia e pensando no que viria a ser o significado da palavra autossuficiência. Pensava tudo ao mesmo tempo, uma verdadeira batalha da mente estava sendo travada. Naquele momento, não era mais um telespectador da grande tela de cinema, eu estava lá dentro, participando, dando vida aos meus sonhos, enquanto isso todos os corredores, num só sentido, buscavam o melhor local para correr na escuridão. As luzes das nossas lanternas rasgavam a escuridão até chegar ao alto da primeira montanha, de onde podíamos observar o amanhecer de toda capital Santiago do Chile, com a cidade toda iluminada como se fosse um mar de luzes.

Com a respiração ofegante e com a cabeça quente de tanto pensar no que fazer diante da mudança de estratégia, já que não teria a energia instantânea com a qual o meu corpo está adaptado no meu dia a dia e nos treinamentos, procurei buscar forças e prosseguir rumo às trilhas que cruzavam as montanhas de um lado para o outro até chegar ao ponto mais alto de todo o circuito da prova.

Éramos três brasileiros disputando as posições da frente. Fiquei próximo do Picinin, um mineiro de voz mansa, durante grande parte do percurso e sempre alternávamos de posição, ora ele puxava o ritmo na subida e, logo na sequência, eu descia velozmente. O terceiro era o Nelson da Costa, com quem tivemos um breve contato.

Eu me concentrava na prova e apenas com frases curtas um procurava motivar o outro. Meu desejo, neste instante, era aproveitar cada quilometro que tinha pela frente naquele lugar que, às vezes é bem árido, com espinhos por todas as partes e, em outros momentos, pode-se contemplar as montanhas que constituem as pré-cordilheiras e que ficam logo abaixo da Cordilheira dos Andes, a cordilheira mãe, com suas altas montanhas que chegam quase até o céu. Mas o nosso instinto procurava o caminho correto a seguir, como se fôssemos nascidos naquela região, através do balizamento feito pelos organizadores da prova.

Percorria caminhos familiares aos meus olhos, uma vez que no ano anterior havia me sagrado campeão exatamente no 50K, quando me planejei durantes meses para estar ali naquele acontecimento, vivendo tudo aquilo. Eu tinha o desejo de ser o vencedor novamente; os meus pensamentos eram frustrados pelo raciocínio lógico de que tinha poucas chances e que não poderia desperdiçar nenhuma oportunidade. Meu corpo estava fraco e me encontrava cansado e, neste momento crucial, tive que tomar uma decisão muito importante, parar para me alimentar e prosseguir vivo na prova com chances de ocupar o pódio ou prosseguir lutando contra o meu próprio corpo nos 20km que teríamos pela frente e ter que, possivelmente, abandonar a prova.

Neste momento, estava próximo de mais 4 atletas, dentre eles o Picinin. Parei no PC e um senhor me ofereceu uma pizza brotinho que parecia ser a coisa mais deliciosa do mundo, para logo em seguida ele me informar que teria que aquecê-la.

Fiquei aguardando por alguns minutos e a seguir, peguei alguns pedaços de chocolate e fatias de laranja para comer durante o caminho. Depois, peguei a pizza, fui trotando e saboreando-a e, quando olho para trás, na distância que me encontrava, vejo um atleta se aproximando e apressadamente acabo de comer a pizza.

Prossigo correndo até tentar me aproximar de um atleta que me ultrapassou – ainda comendo a pizza – e logo o ultrapasso e lhe desejo sorte e força para prosseguir. Na corrida de montanha sempre procuramos ajudar uns aos outros.

Prossegui correndo e sentindo que a corrida estava ficando mais confortável novamente e que podia completar a prova e todos os medos seriam vencidos. Encontrei-me, naquele momento, renovado e forte para prosseguir até a linha de chegada.

Algumas horas depois estava novamente me aproximando dos quilômetros finais, ouvindo o som da festa dos atletas que cruzavam a linha de chegada e no meu peito, o coração desejava cruzá-la com toda a minha força e nada podia me fazer parar de correr.

Cheguei na 5ª posição geral e fiquei sabendo que o Picinin tinha ficado com a 3ª. Fiquei feliz por ser um compatriota que estaria no pódio juntamente comigo. O resultado final nem sempre é o maior aprendizado em uma prova de montanha, e o sentimento de não ter sido bicampeão não significava uma derrota para mim. Não era o meu dia!

Todavia fiquei feliz com as lições que venho adquirindo a cada dia com as corridas de longa distancia em montanhas, as famosas Ultra Trails. Realmente têm se tornado uma filosofia para mim, é como se fosse um retorno às minhas origens. Ainda me sinto aquela criança de 6 anos de idade que corria rumo à montanha que ficava atrás da sua casa e lá sempre encontrava algo além das intermináveis subidas.

No Endurance Challenge Chile – 50k, deste ano, revivi experiências fantásticas e aprendi a lidar com todas as minhas fraquezas, sofri pressão por todos os lados, corri, por muitos quilômetros, carregando pedras que representavam as dificuldades a serem transpostas e consegui superar cada uma, desse modo, ao cruzar a linha de chegada, me senti forte e capacitado para os próximos desafios.

Weliton Carius

27 outubro 2016 Off

Brasil Ride reinventa-se e celebra sétima edição em grande estilo no Sul da Bahia – Adventuremag

Por Adventuremag

Os moradores e turistas do Sul da Bahia que estiveram na Costa do Descobrimento nos últimos dez dias podem dizer que vivenciaram um momento histórico do ciclismo internacional. A sétima edição da principal ultramaratona de MTB das Américas, realizada com sedes em Arraial d’Ajuda, no município de Porto Seguro, e em Guaratinga, entre 15 e 22 de outubro, levou ao local 500 ciclistas de 23 países e 24 estados brasileiros, que disputaram a Brasil Ride por sete dias, além de outros 1.000 participantes da Maratona XCM Brasil Ride, realizada durante a última etapa do evento, no sábado (22).

© Fabio Piva / Brasil Ride

“Depois de seis anos, a Brasil Ride reinventou-se. Veio para a Costa do Descobrimento e realizou mais uma edição histórica. Os melhores mountain bikers do mundo enfrentaram as falésias e as montanhas do Sul da Bahia e saíram maravilhados com as belas paisagens e com a receptividade calorosa do povo baiano. Com total apoio dos patrocinadores, do Governo da Bahia, Sudesb e município de Porto Seguro conseguimos fazer uma competição única, uma experiência de vida para todos os participantes”, agradeceu Mario Roma, fundador da Brasil Ride.

Nove títulos estiveram em jogo na competição. No principal deles, a disputa pela Yellow Jersey da Open, melhor para a dupla da Trek San Marco, formada por Fabian Rabensteiner (ITA) e Alexey Medvedev (RUS), campeões pela primeira vez da Brasil Ride. Na Ladies, outra vitória inédita, das mineiras Isabella Lacerda e Letícia Cândido. Enquanto a American Men foi vencida por Sherman Trezza e Wolfgang Soares, a American Women teve vitória de Janet Correia e Joana Nóbrega.

© Fabio Piva

Na dupla mista, vitória dos italianos Annabella Stropparo e Piero Pellegrini, em sua quinta participação no evento. Na Máster, o título pelo quatro ano consecutivo foi de Bart Brentjens (HOL) e Abraão Azevedo, parceria de sucesso nascida no evento, coroou o heptacampeonato de Abraão, único ciclista a vencer todas edição. Na Grand Máster ganharam Heleno Borges e Paulo Felipe Vasconcelos, a Corporativa foi vencida por Diego/Edson/Robson e a Nelore teve Gerson Muhlbauer Junior e Marcelo De Oliveira como campeões.

Sem poupar elogios – Responsável por acompanhar a ultramaratona e reportar todos os detalhes da competição junto à UCI (União Ciclística Internacional), o comissário canadense Jim Bratrud, de 53 anos, não poupou elogios para a organização da Brasil Ride. “Tenho diversos colegas comissários que já vieram à Brasil Ride e em comum ao que eles me passaram, era a boa reputação da prova. Por isso, fiquei animado demais de vir para cá e ver todas as coisas boas sobre a Brasil Ride”, contou Jim. “Estou realmente muito impressionado com o evento. A organização é uma das melhores que eu já vi e não estou exagerando. Tudo, desde a comida cinco estrelas até o acampamento, feitos com excelente qualidade. Coisas que não são comuns de encontrar em uma prova de estágios”, completou.

© Armin Kuestenbrueck / Brasil Ride

“Com todas as dificuldades de você viajar para longe, a acomodação que tínhamos na Vila Brasil Ride em Guaratinga era mais do que excelente. Fiquei impressionado em relação à união das pessoas que trabalham na organização. É uma verdadeira família, com as pessoas muito próxima uma das outras. Tudo que eu precisava e sugeria, eles faziam imediatamente, sem exitar. Em resumo, uma organização ótima e que me deixou bem impressionado”, enalteceu Jim. “Voltarei à Brasil Ride, sem dúvidas. Sou fã do açaí e isso foi uma das primeiras coisas que perguntei se teria no evento”, concluiu.

Números da edição – A sétima edição da Brasil Ride proporcionou aos amantes do ciclismo experiências únicas no interior da Bahia. Por três dias, atletas, estafe, voluntários e membros da organização acomodaram-se em uma verdadeira cidade montada para quase 1.000 pessoas especialmente para a competição, na Fazenda Conjunto Boa Vista, em Guaratinga. Foram 10.000 litros de água distribuídos nas sete etapas, 6.300 unidades de fruta, 5.500 refeições servidas, 60 tendas, incluindo duas de 500m2, 700 barracas de dormir, 16.000 metros de fita bump e 47 veículos percorrendo os percursos das provas, entre carros, motos, quadriciclos, ambulâncias e caminhão.

© Fabio Piva / Brasil Ride

A estrutura na fazenda contou com: restaurante principal dos atletas, onde foi fornecido café da manhã e jantar; lounge Brasil Ride, para descanso e convivência dos atletas; bar e lanchonete para venda de bebidas e refeições rápidas (massa, hambúrguer, açaí etc); banheiros e chuveiros em oito contêineres; área de massagem; bike wash; bike park; apoio do Suporte Neutro Shimano; posto médico, ponto de energia elétrica para carregar aparelhos eletrônicos; além de ponto de água para consumo.

Bastante trabalho – Enquanto os melhores ciclistas do mundo pedalavam os mais de 550 km com altimetria acumulada em cerca de 11.000 metros nos sete dias da Brasil Ride, os Anjos Azuis da Shimano davam toda assistência necessária aos atletas por meio Suporte Neutro. Os 16 mecânicos da marca realizaram mais de 1.500 atendimentos, utilizando 30 litros de lubrificante. Foram 1.100 regulagens de câmbio, 30 suspensões revisadas, 80 sangrias de freio e 40 alinhamentos de rodas. No total, quatro toneladas de equipamentos passaram pelas mãos dos 16 mecânicos que trabalharam nas tendas da Shimano.

© Ney Evangelista / Brasil Ride

Sobre a Brasil Ride – A sétima edição da Brasil reuniu 250 duplas de 23 países e de 24 estados. No sábado (22), a Maratona Brasil Ride, disputada em uma única etapa, teve mais 1.000 ciclistas. Classe S1 na UCI, a competição distribui aos campeões da Open e Ladies 120 pontos no ranking mundial. Competição nascida na Bahia, a ultramaratona foi realizada em seus primeiros seis anos na Chapada Diamantina, até chegar na Costa do Descobrimento em 2016. O evento é uma realização da Roma Comunicação e do Instituto Brasil Ride.

26 outubro 2016 Off

Campeão norte-americano de trail running decide amputar perna fraturada após acidente – Adventuremag

Por Adventuremag

Fonte: Competitor.com
Autor: Brian Metzler

O trail runner campeão Dave Mackey postou um notícia dramática em sua perfil no Facebook sobre sua longa recuperação de um acidente durante um treino nas montanhas em maio de 2015. Após mais de 16 meses de cirurgias, fisioterapia e complicações contínuas, o trail runner de 46 anos anunciou que decidiu amputar abaixo do joelho sua perna esquerda.

Mackey caiu de um pedra e rolou por cerca de 6 metros, quebrando sua perna esquerda. Após sete cirurgias durante 3 semanas de internação, o atleta retornou para casa com uma estrutura de ferro externa para ajudá-lo a andar. Mesmo com a possibilidade de conseguir andar, ele ainda tinha problemas de mobilidade, infecções e dor constante.

Mais outras cirurgias – incluindo a mais recente há 3 meses – o ajudaram a andar sem bengala. Mas as complicações continuaram e o colocaram na situação de escolher entre mais cirurgias ou amputar a perna. Ele conversou com inúmero médicos, assim com a sua familia e amigos, e decidiu pela amputação no dia 01 de novembro.

Mackey, corredor patrocinado pela Hoka que trabalha como médico-assistente, venceu campeonatos norte-americanos de trail running nas distâncias de 50 Km, 50 Milhas e 100 Km e também a Montrail Cup Trail Running Series em 2004 e 2011. Ele foi escolhido duas vezes como ultra runner do ano nos EUA com uma longa lista de vitórias em trail running e corrida de aventura, mais uma grande quantidade de recordes.

Em 2007 se tornou o primeiro trail runner a correr o famoso percurso rim-to-rim-to-rim no Grand Canyon abaixo de 7 horas (42 milhas em 06h59h56).

Apesar de consegur pedalar há mais de um ano, ele não consegue correr, sem falar de caminhar sem mancar um pouco. Ele disse que seu maior interesse é recuperar sua saúde e ficar sem dor, e acredita que ao colocar uma prótese, ele poderá retomar sua vida como era antes do acidente. Se tudo correr como planejado, ele poderá correr, esquiar e andar com seus filhos até a escola sem dor.

Segue a postagem de Mackey (tradução livre):

“Foram 16 longos meses desde a queda em Bear Peak perto de casa, causando uma fratura exposta na tibia/fíbula na minha perna esqueda. O longo resgate foi seguido por 13 cirurgias, incluindo o enxerto de pele, músculo e osso, limpeza do locais contaminados pela cirurgia, ter um estabilizador externo (pense num ‘pulmão de ferro’, só que do lado de fora da perna) por três meses e infecção no osso (que ainda existe). Consegui alcançar um grau de sucesso em mobilidade e algumas melhoras. Eu fui de não conseguir andar, a me descolar com uma bengala em julho, e agora, sem a bengala. Correr não tem sido uma opção até agora. Conseguir pedalar uma mountain bike todos os dias é quase uma liberdade. Mas ainda sinto dor quando ando e sinto latejar à noite, e agora uma haste intramedular está solta e enxerto está se monstrando que não está denso.

Portanto estou numa encruzilhada. Devo ir em frente com mais cirurgias com grandes chances de não dar certo? Mais tempo com o estabilizador externo infernal? E ainda assim, sempre terei dor.

“Mas há outra solução, definitiva, não reversível, para estar 100% de como estava antes do acidente e praticamente sem dor completamente. Há uma maneira de chegar nessa situação e eu escolhi esse caminho. Isso vai significar a liberdade, se eu escolher, de poder andar com as crianças até a escola sem me preocupar, esquiar, correr em 6-8 semanas, competir novamente, até mesmo bater o recorde em esteira de Mike Wardian (ok, isso Não vai acontecer). Então a grande notícia é que na semana que vem eu terei a parte baixa da minha perna esquerda amputada abaixo do joelho aqui em Boulder.

“Conversei extensivamente com cirurgiões ortopédicos e outros profissionais da saúde e companheiros de trabalho sobre minhas opções. E existem outras opções cirúrgicas além da amputação, mas as chances de sucesso são baixas e sinto que é hora de seguir em frente. Por ser abaixo do joelho, é uma ‘boa’ amputação a fazer. A tecnologia das próteses é incrível nos dias de hoje, e melhorando a cada dia, portanto estarei nas montanhas como antes com minha familia e amigos, para completar ou competir em provas novamente, com a possibilidade de correr qualquer distância.

“Haverá uma espécie de festa no dia 31 de outubro (bem apropriado) em Boulder… então venha e junte-se a nós se estiver por perto” TBA. Obrigado a todos que me ajudaram nesse processo. Há 100 pessoas que devo agradecer e também à Hoka One One por permanecer comigo.”

Mackey ganhou a reputação de ser um concorrente incrivelmente forte na corrida em trilha, corrida de aventura e escalada, mas também um atleta que é modesto e de bom coração.

“Isso pode significar que ele pode competir em esportes de novo em algum momento, mas nada como poder levar seus filhos até a escola e estar livre de dor”, disse Bob Africa, um amigo e parceiro de treino de longa data. “Tem sido uma longa jornada para ele, mas este será um grande passo para Dave e todos nós estamos aqui para apoiá-lo. Não há dúvida em minha mente que ele vai continuar a fazer grandes coisas depois disso.”

 

Link original: running.competitor.com/2016/10/news/trail-runner-dave-mackey-decides-to-amputate-injured-left-leg_157809

25 outubro 2016 Off

Veja quem são os integrantes das delegações no Trail World Championships 2016 – Trans Peneda-Gerês – Adventuremag

Por Adventuremag

Sob a chancela da IAU (International Association of Ultrarunners) e da ITRA (International Trail Running Association), acontecerá no dia 29 de outubro em Gerês (Portugal) o Campeonato Mundial de Trail Running 2016 (Trail World Championship – TWC). Organizado por Carlos Sá em parceria com a Federação Portuguesa da Atletismo, a prova definirá os campeões do mundo pelos próximos 2 anos, nas categorias Masculina, Feminina e por Equipe.

Dados do percurso:

  • Distancia = 85 km
  • Desnível + = 4680 m
  • Desnível – = 4800 m

Características:

  • Dificuldade: = 3 pontos antigos, 4 pontos novos ITRA
  • Nível da Montanha = 7
  • Critério de chegada = 490 (correspondente a limite de 16h)

A prova terá a representação de 40 países, dentre eles o Brasil. Veja abaixo a lista de participantes:

Homens ITRA Mulheres ITRA
       
ALG – Argélia
Ali Selmouni 688    
       
ARG – Argentina
Sergio Trecaman 825 Verónica Ramirez 695
Gustavo Reyes 805 Adriana Vargas 656
Pablo Barnes 802 Maira Mardones 589
Sergio Pereyra 787 Valero Sesto  
Pedro Bianco 779    
Franco Paredes 773    
Pablo Ureta 766    
Santos Gabriel Rueda 745    
       
AUS – Austrália
Brendan Davies 834 Kellie Emmerson 693
Vlad Ixel 823 Amy Lamprecht 668
Jonathan O’Loughlin 806 Maggie Jones 615
       
AUT – Áustria
Michael Kabicher 818 Veronika Limberger 665
Florian Grasel 784 Sibylle Schild 651
Josef Disselbacher 775 Johanna Simmer 605
Andreas Pfandlbauer 771 Verena Zorn 545
Gerhard Schiemer 736 Sigrid Huber 534
Klaus Gössweiner      
       
BEL – Bélgica
Fabian Magnee 716    
Wim Bastiaens 694    
       
BRA – Brasil
Hamilton Rodolfo Miragala 782 Cintia Nara Moreira Terra 580
Ivan Pires 748 Ligia Silveira De Almedia 577
Francisco Rocha Santos 732    
Cleverson luis Del Secchi 721    
       
CAN – Canadá
David Jeker 802 Melanie Bos 687
Sébastien Roulier 792 Beverly Anderson Abbs 672
Roy Kok 746 Alicia Woodside 669
Darren Seaman 711 Cassie Smith 611
    Mallory Richard 576
       
CRO – Croácia
Ante Pesić 686 Nikolina Sustić 670
Nikola Smolić 684 Jelena Brezak 557
Nikola Horvat 679 Radmila Maksimović 446
Josip StipÄević 628    
Kristijan Sivak 597    
Vedran Sabljić 523    
Toni Matić 479    
Damir Maksimović 445    
       
CZE – República Tcheca
Petr Zákovsky 758 Michaela Mertová 720
Vít Otevrel 749 Katerina Matrasová 690
Jan Bartas 747 Zuzana Urbancová 632
       
DEN – Dinamarca
Simon Grimstrup 772 Dorte Dahl 630
Christian Nørfelt 752 Laura Hulgaard 586
Jonas Borsøe Christensen 677 Kristina Schou Madsen 570
       
ESP – Espanha
Luis Alberto Hernando 926 Azara Garcia 759
Tofol Castaner 897 Gemma Arenas Alcazar 752
Dani García 873 Uxue Fraile 733
Pau Capell 865 Teresa Nimes Perez 701
Pablo Villa Gonzales 848 Laia Cañes 693
Yeray Duran 840 Raquel Martinez 675
       
FIN – Finlândia
Tomi Halme 785 Jaana Leivo 648
Tero Halme 785 Riikka Tulppo 598
Henri Ansio 763 Anna Marin 576
Jussi Nokelainen 754 Noora Pinola 547
Kai Langel 723    
Eetu Nordman 722    
Janne Hietala 706    
Tomi Mikkola 647    
       
FRA – França
Sylvain Court 894 Caroline chaverot 804
Michel Lanne 887 Nathalie Mauclair 771
Benoit Cori 886 Anne-Lise Rousset 759
Nicolas Martin 886 Maud Gobert 725
Ludovic Pommeret 877 Aurélia Truel 710
Aurélien Collet 843 Sophie Gagnon 676
       
GBR – Grã Bretanha
Tom Owens 911 Jo Meek 731
Andy Symonds 881 Sally Fawcett 702
Kim Collison 810 Joasia Zakrzewski 689
Donnie Campbell 796 Beth Pascall 680
Damien Hall 769 Sophie Grant 662
Tom Payn 747    
       
GER – Alemanha
Stephan Hugenschmidt 902 Ildiko Wermescher 698
Florian Reichert 833 Claudia Kahl 669
Martin Schedler 813 Anne-Marie Flammersfeld 662
Matthias Dippacher 809 Brigitte Schiebel 650
Benjamin Bublak 786 Pamela Veith 642
    Simone Philipp 625
       
GRE – Grécia
Panagiotis Ioannidis      
Pantelis Kampaxis      
       
IRL – Irlanda
Daniel Doherty 797    
Barry Hartnett  667    
Thomas Hogan      
       
ISL – Islândia
Thorbergur Ingi Jonsson 865    
Orvar Steingrimsson 757    
Gudni Pall Palsson 736    
       
ISR – Israel
Ziv Zwighaft 670 Adi Hikri 526
Haim Eyaz 597 Rinat Landman 482
Daniel Argo 586 Limor Bigon 415
       
ITA – Itáli
Luca Carrara 845 Lisa Borzani 701
Giulio Ornati 844 Simona Morbelli 694
Giuliano Cavallo 833 Lara Mustat 688
Georg Piazza 821 Virginia Oliveri 684
Carlo Salvetti 801 Cristiana Follador 682
       
JPN – Japão
Tetsuya Osugi 828 Yumiko Oishi 656
Masatoshi Obara 814 Takako Takamura 648
Kazufumi Ose 795 Mikiko Ota 587
Minoru Yoshihara 717 Yuri Yoshizumi  
       
KOR – Coréia
Jae Duk Sim 764    
Kwangbok Kim 498    
Heng Ki Chai 400    
Kunjoung Song 372    
Seongjae Park      
       
LAT – Letônia
Andris Ronimoiss 741 Irita Puķīte 576
MÄrtiņš Puriņš 726 LÄ«ga Ä€rniece 573
JÄnis KÅ«ms 718 Marta Zumberga 565
Didzis GlušÅ†evs 631 Viviana Kirilova 542
Oskars Cimermanis 577 Laura ÄŒakle 540
Andrejs Jesko   Ilze Lapiņa 512
    Linda Beldava 485
       
LTU – Lituânia
Vaidas Zlabys 818 Austèja VaiÄiuliené 550
Vaidotas Bauzys 624 Marija Miselyté 521
Tomas Braziulis 599 Edita PociÅ«té KurlaviÄiené 432
Danielius Stasiulis   Vera Djakova  
       
LUX – Luxemburgo
Garry Assel 721    
       
NED – Holanda
Huub Van Noorden 805 Ragna Debats 717
Pascal Van Norden 795 Susan Van Duijl 617
Tim Pleijte 762 Marjolein Bil 590
Dominique Pankow 759 Janne Geurts 522
Peter Van Der Zon 733    
Arjan Van Binsbergen 651    
       
NEP – Nepal
Bhim Gurung 891 Manikala Rai (Out) 676 
Tirtha Tamang (Out) 851    
Purna Tamang (Out) 841    
Bed Sunuwar (Out) 833    
       
NOR – Noruega
Torbjørn Ludvigsen 877 Malene Haukoy 732
Lars Erik Skjervheim 875 Hilde Aders 709
Didrik Hermansen 871 Kathrine Kvernmo 681
Eirik Haugsnes 855    
Tom Erik Halvorsen 807    
       
NZL – Nova Zelândia
Scott Hawker 853 Ruth Croft (Out) 771
    Fiona Hayvice 686
       
POL – Polônia
Bartosz Gorczyca 820 Ewa Majer 753
Kamil Leśniak 796 Edyta Lewandowska 683
    Dominika Stelmach 680
       
POR – Portugal
Luís Fernando Correia Fernandes 827 Ester Sofia Pereira Santos Alves 663
Armando Teixeira 800 Natércia Silvestre 632
Ricardo Jorge Gonçalves Da Silva 795 Sofia Morgado Lopes Roquete 623
Jérôme Rocha Rodrigues 787 Sara De Brito 615
Tiago Aires 770 Maria Fernanda Pires Verde 580
Hélio Fumo 749 Olivia De Sousa 550
       
SUI – Suíça
Urs Jenzer 842 Kathrin Goetz 701
Diego Pazos 840 Helene Ogi 695
Iwan Schwarz 735 Franziska Etter 658
       
SWE – Suécia
Fritjof Fagerlund 808 Emelie Forsberg 779
    Ida Nilson 753
    Mimmi Kotka 742
       
UKR – Ucrânia
Serhii Popov 746 Olga Manko 641
Andrii Piven 676 Yuliia Tarasova 597
Andrii Tkach 674 Anastasiia Danyliuk 402
Kostyantyn Zhelezov 607    
Andrii Tkachuk 508    
Dmytro Dzhmil      
Sergii Sapiga      
Volodymyr Semeniuk       
Oleksandr Shymanskyi      
       
URU – Uruguai
Martin Rodriguez 665 Laura Moratorio 650
Diego Aparicio Rodriguez 659 Andrea Montans 598
       
USA – Estados Unidos
Alex Varner 902 Yiou Wang 771
Ryan Bak 895 Devon Yanko 761
Mario Mendoza 876 Larisa Dannis 757
Tyler Sigl 872 Corrine Malcolm 713
Jared Burdick 843 Sabrina Little 709
       
VEN – Venezuela
Jaime Ramirez 751 Hilenia Andrades 538
Juan Acosta 743 Tanya Pacheco 527
José Quintero 630