Kilian Jornet confirma presença no UTMB 2026

Dezoito anos após sua primeira e surpreendente vitória nas trilhas do Mont Blanc, o espanhol Kilian Jornet anunciou oficialmente seu retorno à Ultra-Trail du Mont-Blanc (UTMB) em agosto de 2026. O anúncio encerra um período de incertezas e marca a tentativa do atleta de conquistar seu quinto título, o que o isolaria como o maior vencedor masculino da história da competição.

Atualmente empatado com o francês François d’Haene com quatro vitórias cada, Jornet revelou um calendário ambicioso para a temporada, que inclui a Western States 100 nos EUA e a clássica Sierre-Zinal na Suíça, todas em um intervalo de apenas dois meses.

Entre a História e a Evolução

Em um relato pessoal e reflexivo, Kilian relembrou sua trajetória na prova que definiu sua carreira. “Tinha apenas 20 anos na primeira vez, não sabia o que esperar e, de alguma forma, venci”, recorda o atleta sobre a estreia em 2008. Desde então, sua relação com o maciço do Mont Blanc passou por altos e baixos: vitórias em 2009 e 2011, um segundo lugar em 2017 e uma desistência dramática em 2018 devido a uma picada de abelha.

Sua última aparição, em 2022, foi descrita por ele como o ápice de sua maturidade técnica. “Senti que todos aqueles anos de experiência finalmente se uniram”, afirmou, referindo-se à quebra da barreira das 20 horas no percurso de 171 km.

Diplomacia e Propósito

O retorno de 2026 também carrega um peso político. Após ter sido uma voz crítica à direção comercial que o evento tomou nos últimos anos, Jornet esclareceu que o diálogo prevaleceu.

“Sei que alguns podem perguntar por que estou correndo o UTMB, já que nem sempre concordamos em tudo. Passei longas horas conversando com a equipe da organização. Estamos alinhados no que mais importa e queremos trabalhar juntos por um esporte melhor”, declarou o corredor.

O Desafio de 2026 – Para Kilian, o UTMB continua sendo o “padrão ouro” da modalidade devido ao nível técnico dos competidores. “Se eu quiser ver onde estou nas corridas de longa distância, é aqui que todos aparecem”, justificou.

Aos 38 anos, o atleta da equipe NNormal demonstra que a motivação vai além dos recordes: “Dezoito anos depois, ainda sinto que há mais para aprender, mais para dar e mais para descobrir sobre o que meu corpo pode fazer nessa distância”.

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