O Mountain Do consolida mais uma edição de sucesso do projeto internacional Explorer Mont Blanc, que entre os dias 27 de junho e 3 de julho de 2026 levou um grupo seleto de 12 brasileiros para vivenciar a clássica travessia do maciço do Mont Blanc, a montanha mais alta dos Alpes e da Europa Ocidental.
Diferentemente das corridas de trilha organizadas pelo Mountain Do no Brasil e no exterior, o projeto Explorer é uma iniciativa turística focada em imersão cultural e conexão entre pessoas em detrimento à competição.
Segundo Kiko Santos, CEO do Mountain Do e idealizador do projeto, a expedição transforma completamente a dinâmica tradicional dos eventos esportivos. “Esse formato possibilita uma proximidade muito maior entre os participantes, os grupos são divididos detalhadamente de acordo com o ritmo de cada um, permitindo que todos aproveitem a paisagem e a jornada sem a pressão de uma corrida. Nós paramos nos históricos abrigos de montanha ao longo da rota para pernoite e alimentação, o que proporciona uma imersão completa na rotina alpina”, explica.
O percurso deste ano compreendeu uma jornada de 90 quilômetros, saíndo de Courmayeur, na Itália, passando por La Fouly e Trient, na Suíça, e chegada em Chamonix, na França, aos pés do imponente maciço do Mont Blanc.
Entre as histórias marcantes desta edição, a trajetória de Christian e Gabriel Voelcker resume o propósito de união do evento. O gaúcho Christian Voelcker, de 66 anos, residente em Porto Alegre (RS), retornou ao projeto após ter percorrido em 2025 o percurso no sentido contrário, entre Chamonix e Courmayeur. Desta vez, trouxe consigo o filho Gabriel, de 33 anos, que mora atualmente em Boston (EUA), para realizarem juntos a travessia.
Para Gabriel, a vivência significou a descoberta de uma nova comunidade. “Eu já participei de várias ‘tribos’ na minha vida, tive vários hobbies e ocupações no tempo livre. Mas a corrida, especialmente em montanha, e essa atmosfera, são algo totalmente novo para mim. É uma comunidade com a qual me identifiquei e gostei muito”, ressalta. “Parecia que o grupo já se conhecia há anos. Foi uma experiência maravilhosa, as fotos ficaram incríveis e os papéis de parede foram renovados para o ano inteiro”, brinca.
A segunda experiência do pai provou que o melhor da travessia é justamente o aspecto humano. “Normalmente, quando temos grandes expectativas, a tendência é ter uma pequena decepção. Mas, nesse caso, não. O ano passado já havia sido maravilhoso, e este ano conseguiu ser ainda melhor e superar o que fizemos. Quem faz isso? O diferencial não é apenas o ambiente espetacular, são as pessoas que fazem isso acontecer”, celebra Christian.

(Fabiana Santos/ Mountain Do)
Descubra mais sobre Adventuremag
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.