Expedição Chauás não é pra paquito não!

Por Guilherme Pahl - 21 Jun 2013 - 15h52

Expedição Chauás não é pra paquito não!! Desde 2003 põem à prova as melhores equipes de corrida de aventura do Brasil. Em 2006 iniciamos, ainda como Oskalunga, um intercâmbio com a Nova Zelândia. Fomos beber da fonte do conhecimento de corridas de aventura. Naquele ano competimos pela primeira vez no Multisport. Percebemos de onde vem a velocidade que as equipes neozelandesas impõem nas provas de expedição e voltamos determinados a alcançá-la.

Nossa primeira oportunidade foi na Expedição Chauás em Juréia. Largamos nas bikes. O percurso fazia algumas alças sendo o PC1 o mesmo do PC3 e do PC5. Deixamos as bikes no PC1 e corremos muito até o PC2. Estávamos realmente a toda velocidade, olhávamos pra trás e nenhuma equipe se aproximava. A navegação era complicadíssima, num terreno de mangue e floresta, sem trilhas. Alcançamos o PC2 na margem do rio e não havia ninguém ali, nenhum staff. Apenas os ducks amarrados a uma árvore.

Conversamos e chegamos a conclusão de que era típico do Chauás um PC remoto, que por isso carregávamos nossos remos e coletes e os equipos obrigatórios exigiam uma faca para essa ocasião! Cortamos as cordas, pegamos os barcos e descemos o braço até o PC3. Nenhum sinal da segunda equipe!! Nova transição. Deixamos os ducks e saímos em direção ao PC4. Desdobrei o mapa e achei estranho que depois do PC3 vinha o PC1A e ainda antes do PC4 tinha o PC1B!!! Dali voltamos direto para o hotel...e foi muito lento...

Guilherme Pahl na Chauás 300 2013

Lições aprendidas e aperfeiçoadas de lá pra cá, parecia que havíamos esquecido tudo quando largamos pros 300km da Expedição Chauás na Serra da Mantiqueira. Da velocidade eu esqueci, mas do PC1A não! Nem do PC2!! (risos).

O BMS Team estava composto por mim, a Cami, o Lico e o Dino. O Chauás 300 foi o simulado 1 na preparação para o Ecomotion Pro 2013. Nossa meta nessa prova era impor um ritmo de uma prova de 150k e, com isso, quem sabe usar o ritmo de uma prova de 300k na nossa próxima expedição de 600km. Queríamos ainda testar as transições de forma autônoma e nos planejar para as provas sem equipes de apoio, carregando mochilão com tênis, casacos e todos os equipos de uma prova de expedição.

Para as corridas de aventura e multisports desenvolvemos uma linguagem de planejamento para que, desde antes da largada, todos os integrantes falem a mesma língua quando o assunto for a estratégia de prova. Chamamos esta linguagem de "linha do tempo", que nada mais é do que um gráfico da prova em relação a estimativa de tempo da nossa equipe. Mais do que a visualização do percurso, a linha do tempo nos permite prever, por exemplo, se na terça-feira às 13:46 vamos passar por um vilarejo durante o trekking mas por conta da darkzone não vamos poder parar pra comprar um almoço. Mas se achar um pastel pronto...

Isso tem ajudado muito a equipe. Estamos melhorando cada vez mais nas estimativas de tempo. Para o Chauás 300 havíamos previsto 35h de prova e fechamos em 35h30’. Não previmos a pizza e o café...

A corrida de aventura é um esporte que ainda tem muito para se desenvolver. Técnicas, equipamentos, condicionamento físico e estratégias ainda vão evoluir muito, mas o que em minha opinião pode evoluir imediatamente na maioria dos times, inclusive do circuito mundial, é o trabalho em equipe. Estamos focados nisso. Não é simplesmente rebocar ou motivar. É confiar nos seus parceiros de equipe. Pra oferecer apoio, basta ter experiência; pra aceitar apoio, basta ter humildade; mas pra pedir apoio, é preciso confiança.

Cami, Lico e Dino são parceiros que eu confio minha vida e por isso não hesitamos em impor um ritmo semi-suicida nesta prova. Estamos juntos, sofremos juntos nas subidas e nos recuperamos juntos nas descidas e foram mais de 11mil metros de ascensão acumulada!!

Mantendo a tradição, o Chauás foi um grande desafio. Pouco rasga-mato para os padrões da prova, mas nada que algumas escolhas ousadas de rota não nos levassem pra dentro da floresta no meio da madrugada...

A canoagem em canoas canadense também foi surpreendente com trechos técnicos no rio Sapucaí-Mirim, mostrando uma tendência nacional da valorização da modalidade dentro das corridas de aventura. A canoagem é fundamental em provas como o Multisport Brasil em Floripa e o BMS em Brasília. Certamente será fundamental para os times que querem se dar bem em um Ecomotion cujo diretor de prova é o canoísta Zé Pupo e para as demais provas do calendário nacional.

A Serra da Mantiqueira é a Patagônia tropical. Viva as montanhas! Viva nas montanhas!! Pras nossas aventuras, a Mantiqueira é o estádio Mané Garrincha!

Com as nossas últimas experiências nas provas do circuito mundial confirmamos o quanto o multisport ajuda na formação de equipes para as provas de corrida de aventura. Por isso nossa preparação para o Ecomotion inclui mais 2 simulados. O próximo na Brou Aventuras, onde o BMS Team já vai estar com a sua formação do Pró incluindo um multisporter gringo.

O Ecomotion deste ano está atraindo os principais times do circuito mundial que querem correr em condições semelhantes à do mundial na Costa Rica em dezembro. Ótima oportunidade para todos os times do Brasil de competir em igualdade com as melhores equipes de corrida de aventura do mundo.

O simulado 3 vai acontecer durante o BMS MULTISPORT em Brasília, sábado dia 20/7,  onde vamos lapidar a velocidade que queremos levar para as provas de expedição.

Venham se preparar com a gente. Vamos sufocar os gringos lá na Bahia !!

Com esse objetivo, o BMS TEAM oferece uma inscrição grátis no BMS Multisport para um integrante de cada uma das equipes Top 10 das provas recentes de Terra de Gigantes e Chauás 300, as equipes inscritas no Ecomotion e as 20 primeiras equipes do RBCA!!!!

A periodização esta pronta. É só chegar galera!

Feh Inabalável
Gui Pahl
BMS Team

Guilherme Pahl
Por Guilherme Pahl
21 Jun 2013 - 15h52 | sudeste |
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