sábado, junho 25

TTR: Um clube de apaixonados por trail running

Um Clube formado por corredores experientes e iniciantes, com foco na prática esportiva outdoor com uma pegada na corrida de montanha e no trail running. Esta é a The Trail Run Club – TTR.

Conforme seu fundador, o ultra trail runner Paulo Xavier, a TTR surgiu da necessidade da realização de treinos em trilhas de Florianópolis e região. “Com o intuito de agregar ao mesmo tempo experiência, amizade e novos lugares resolvi que era a hora de juntar tudo isso em uma coisa só, assim, surgiu a TTR”, explica Paulo.

A TTR Club busca estimular e orientar os corredores que já têm a atividade outdoor como seu estilo de vida, bem como o iniciante que quer entrar para este mundo. “Nosso grupo é heterogêneo, temos desde corredores iniciantes em trail, que estão deixando o asfalto e partindo para a montanha, até trail runners de ponta como por exemplo, a melhor brasileira no mundial de trail 2018, Silvia Durigon”, explica Paulo.

Os integrantes da TTR valorizam, acima de tudo, a amizade, a conexão com a natureza, tendo como objetivo serem melhores a cada dia, a cada treino e a cada competição. “Tenho poucos meses de TTR, mas meu sentimento é que temos um grupo excelente para realizar os treinos, todos na mesma vibe do trail run. Além disso, grandes amizades se formaram, sem vaidade, mas um querendo ajudar o outro”, reforça o corredor Fernando de Andrade Zimmer.

“Para mim, a TTR é sinônimo de parceria. Uma parceria que vai além da troca de informações e experiências, que além de apresentar novos lugares me deu a oportunidade de fazer muitos novos amigos”, corrobora o corredor Fabio Darlen Ferreira.

A TTR divulga aos seus integrantes e também nas redes sociais, locais diversos de treinos e provas fora do circuito tradicional, incentivando que os corredores adquiram experiência em diversas regiões do país. Fora isso, durante os treinos são repassadas dicas de equipamentos e acessórios adequados a prática do trail run.

“Corro há 3 anos. Mais de 2 anos foram dedicados as corridas de asfalto. Em dezembro de 2017 eu conheci a TTR e foi aí que tudo mudou. A paixão pelo trail despertou e o foco mudou. Hoje só faço provas de trail running e a melhoria que venho obtendo tem total conexão com a possibilidade de treinar em inúmeros locais diferentes, com altimetria e terrenos variados e com as dicas que são repassadas durante os treinos da TTR”, afirma a corredora Franciela Santin.

A corredora Simone Carvalho também compartilha de sua satisfação em receber inúmeras dicas e interagir com os colegas durante os treinos. “O que podemos falar sobre a TTR? Tenho apenas 1 ano e 3 meses que me ingressei na corrida e através da TTR venho tendo experiências espetaculares nos treinos. O que mais me atrai nos treinos é poder compartilhar, interagir, apreciar e aprender com as experiências dos colegas. Com a coordenação do Paulo, ao promover estes encontros, nos proporciona muito enriquecimento de informação, ele com vasta experiência e sempre disposto a contribuir com cada um de nós, dando  dicas sobre nossa posturas, costumes que podem ser melhorados em benefício de um melhor desempenho, aos colegas compartilhando suas conquistas ou derrotas, experiências que vão somando para nos tornar pessoas e atletas melhores a cada dia. Acredito que a TTR, acabou se tornando uma comunidade, onde todos estão com um único objetivo de treinar, conhecer percursos novos, aventuras, diversão e parceria, que pode ser desfrutada com prazer e sabedoria”, comenta.

A agenda de eventos da TTR é bem ampla e oferece aos trail runners a possibilidade de se inscrever para participar dos treinos com muita facilidade e com muitos benefícios. “Para se ter uma ideia, todos os participantes de nossos treinos estão assegurados, afinal, zelamos pelo bem-estar e segurança de todos acima de tudo”, complementa Paulo.

“Eu entrei na TTR em novembro do ano passado. Anteriormente tive um contato com o grupo quando foram acompanhar minha assessoria esportiva num treino. Achei o máximo as dicas que foram repassadas antes e durante o treino e foi quando pensei: é isso que eu quero pra mim, pois eu já gostava de trilha, mas precisava de um grupo assim como a TTR. Hoje me sinto em casa com essa turma, adoro as amizades que eu fiz e ainda estou fazendo. A cada treino posso dizer que me apaixono ainda mais pelo trail running”, ressalta a corredora Ana Chiritte.

A ultramaratonista, Marcia Elena dos Santos, demostra sua gratidão em fazer parte deste grupo, que para ela é como se fosse uma família. “Em 2017 eu tive o privilégio de poder treinar com certa regularidade com os membros e minha evolução foi bem significativa me propiciando alguns pódios gerais em Ultramaratonas, inclusive. Trenei, foquei e cruzei a linha de chegada e parte dessa conquista devo ao grupo”, complementa Marcia.

Conforme já mencionado, a TTR Club é a união de apaixonados pelo trail running, de atletas amadores a atletas de ponta que buscam se exercitar em contato com a natureza, num clima de cooperação e companheirismo.

Diante disso, a corredora Jô Barros, reforça este valor da TTR. “Quando me mudei para Santa Catarina (pouco mais de um mês), uma das minhas maiores preocupações era manter uma das coisas que pude aprender com amigos de São Paulo, que foi o amor pelo trail running. Amo estar em contato com a natureza, me sinto renovada toda vez que me conecto de corpo e alma, e para isso, preciso estar e vivenciar. Necessito me embrenhar no meio do mato, das florestas, para sentir, todos os cheiros e emoções que só a energia da Mãe Natureza é capaz de fornecer. Nesta pequena jornada fiquei preocupada pois não tinha ideia em como iria manter meus laços com as montanhas, e foi aí que a acolhida da TTR fez toda a diferença. O Paulo já me deu várias dicas, contatos valiosos e me apresentou toda a galera hype da TTR que estão me aparando neste novo momento da minha vida”.

O trail running é uma modalidade de corrida que ocorre com um mínimo de percurso pavimentado, que não deve exceder 10% do trajeto total. Diante disso, para que os integrantes da TTR possam praticar esta modalidade, os treinos são realizados nos mais diversos ambientes, especialmente, em terrenos irregulares, como trilhas, costões, estradas de terra batida, montanha ou serra, sendo realizado tanto de dia quanto a noite. “Desde que entrei na TTR conheci lugares incríveis que estão no nosso quintal e nem imaginava. Apesar de não conseguir participar de todos os treinos, adoro chegar lá e ser acolhida sem qualquer tipo de cobrança. Conhecer pessoas, lugares incríveis e receber dicas dos melhores”, complementa a corredora Elisangela Catapan.

O corredor Leonardo Machado concorda com esta afirmação e ainda complementa. “A TTR é grupo ao qual podemos treinar em novos lugares trocar experiências, informações e fazer novas amizades, além de ser uma referência no Trail”.

A TTR é formada por corredores de diversas assessorias esportivas e residentes em várias regiões de Santa Catarina e até mesmo de outros estados. Um exemplo é a ultra runner Raissa Zortea que reside na cidade de Porto Alegre, mas que faz parte do grupo.

“O que eu mais gosto na TTR, além da troca de experiência, informações e parceria é o maravilhoso senso de humor”, afirma.

“Conheci a TTR praticamente desde que nasceu. Posso dizer que teve momentos que achei que a ideia iria sucumbir principalmente em função das outras assessorias não entenderem exatamente o conceito da TTR. Vi pessoas torcendo pela TTR e pessoas torcendo contra. Acredito que o Paulo soube lidar muito bem com isso. Neste sábado, assim que cheguei no treino foi muito bom ter aquele suporte, aliás, não precisa mais que isso. Os treinos são organizados, seguros e geralmente com vários níveis de dificuldade e distâncias, o que o torna muito democrático. A troca de ideias também é um fator preponderante, uma vez que trocamos informações sobre provas, localização de treinos, equipamentos e até desempenhos. Vejo que as assessorias deveriam ficar felizes em atletas participarem dos treinos da TTR por dois motivos: não há como elas atenderem a demanda de todos seus atletas e marketing, suas publicações nas redes sociais circular muito, logo as marcas das assessorias também circulam! Por isso vejo a TTR como uma facilitadora e não uma concorrente”, pondera o corredor Alexandre Spricigo.

O corredor Roger Frias conheceu a TTR em 2017 e para ele este contato tem ganhos, entre eles, as pessoas que conheceu e os diversos lugares que são escolhidos para os treinos. Além disso, afirma que “o melhor que vejo na TTR é o fato de não existir ego. Mesmo afastado do grupo por questões pessoais, sempre estou de olho nos treinos e logo estarei de volta”.

Reforçando o espirito de equipe e ajuda mútua da TTR o corredor Luciano Jacinto ressalta sua gratidão pelo apoio recebido durante um período difícil de sua vida. “O que falar da TTR. Para mim, hoje é tudo, afinal, o esporte sempre fez parte da minha vida, sendo na bike ou na corrida, longos anos de dawnhill e hoje só correndo. A família TTR é grande tem pessoas que a gente vê uma vez ou outra mas tem aqueles que estamos todo os finais de semana juntos. Passei uma fase muito difícil na minha vida, entrando em estado depressivo com a perda de minha esposa, mas em seguida recebi o convite do Paulo para fazer parte do grupo, que hoje faz parte da minha vida, tendo todos como meus irmãos”, reforça.

Os integrantes da TTR são encorajados a apoiar os colegas não somente durante os treinos, mas também nas provas. É comum, corredores que não estão inscritos numa determinada prova comparecerem ao evento somente para incentivar os demais, fato este que é valorizado pela experiente ultra runner Débora Simas. “A TTR ė de todos, o Dino é nosso, os resultados que cada um tem nas provas é comemorado por todos, a alegria dos  encontros no fim de semana é verdadeira, a união e o companheirismo estão sempre presentes”.

Mais um ultramaratonista que reforça seu reconhecimento ao aprendizado e apoio que tem na TTR é Alexandre Machado da Costa. “O ano era 2016 e eu estava treinando para minha primeira Maratona, que seria em Porto Alegre. A um mês da prova fui a Florianópolis fazer o treino mais longo da planilha, 35km. E naquele dia eu me lesionei no km 33. Me arrastei até o km 35 e lá quando concluído o treino conheci Paulo. Falava muito (só) de trail running. Eu fiquei apenas escutando pois tinha muito interesse em sair do asfalto e ir para as trilhas. Pedi para ele me convidar para o próximo treino que fosse fazer e que eu viria de Imbituba para treinar aqui na Ilha. Mas, lesionado, fiquei uns 6 meses sem poder correr. Nem a Maratona eu fiz, deixei para 2017. Quando retornei aos treinos tratei de fazer contato com o Paulo novamente e refiz o pedido. E eis que semanas depois surgiu um treino na Lagoinha do Leste. Naquele dia ganharia uma aula de como usar os bastões, pois treinava para correr na Patagônia Argentina. Eu fui só “curtindo” o assunto. Aprendi naquele dia dicas de como pisar nas pedras até como amarrar corretamente os tênis. Daquele dia em diante foi só trilhas. Não perdi mais nenhum treino da TTR. Fui conhecendo as pessoas aos poucos e a vibe sempre é muito boa. Me tornei Ultramaratonista na TTR”, contou.

Indiferente de participar de todos os treinos organizados pela TTR ou somente de alguns, os corredores carregam consigo a paixão pelo clube e pelas experiências que vivenciam. “Infelizmente não consigo participar com frequência dos treinos, mas o treino que pude ir me senti acolhida e feliz por estar entre pessoas que dividem uma mesma paixão. Apesar da minha ausência nos treinos, é bom demais ver rostos conhecidos e gritando para e por você quando estamos próximos a linha de chegada”, reforça a corredora Mariana Scarpellini.

O corredor Douglas John reforça a relevância das amizades que conquistou na TTR. “Na TTR aprendi o verdadeiro sentido da corrida Trail, que independente de assessoria, de percurso longo ou curto, de nível de cada corredor ou de colocação em uma prova, a maior conquista são as amizades que são formadas nas trilhas”.

Realmente são muitas as histórias dos integrantes da TTR e o corredor Francisco Bezerra Junior fez questão de relatar como foi sua entrada no grupo. “Fiz meu primeiro treino em Angelina (SC). Não conhecia quase ninguém do grupo. Nesse treino não chegamos a pegar trilhas, foi só estradão, mas já deu pra sentir um pouco da vibe do grupo e da proposta da TTR. Após o treino fomos quase todos a um restaurante almoçar e rir muito (o que achei muito interessante). Neste dia o Paulo que fez o convite pra entrar no grupo, mas ainda meio ressabiado comentei que não curtia muita essa parada de grupo (principalmente de WhatsApp), mas mesmo assim ele me adicionou ao grupo e fui bem recebido por todos. Aos poucos, de treino em treino, fui percebendo que todos que ali estavam também procuravam o mesmo que eu. Superação, adrenalina, tombos e o melhor, muitas risadas. A TTR me levou a lugares que seria impossível conhecer sozinho. Amigos todos temos, mas amigos que curtem o que que você curte e que topam passar horas no meio do mato correndo que nem loucos, só encontrei aqui e me encontro aqui também”.

Para finalizar, Paulo explica: “sonhamos um dia em participar da UTMB e neste ano este sonho se tornará realidade. Vamos para a UTMB com um grupo de 5 atletas da TTR. Nos dias 27 de agosto a 03 de setembro estaremos lá levando a bandeira brasileira”, complementa.

A Ultra Trail du Mont Blanc (UTMB) está para os ultramaratonistas de montanha assim como Boston está para os maratonistas do asfalto: é sonho de consumo.
 E é também um sonho para poucos, já que participar dessa prova exige qualificação, além da necessidade de ser sorteado. “Como realizamos a inscrição em nome do grupo da TTR, tivemos a honra de conseguir com que todos os atletas do grupo entrassem para a edição 2018”, finaliza Paulo.

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