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Aplicativo conecta atletas e patrocinadores

Ser atleta exige treino, disciplina, comprometimento e muito esforço para ser reconhecido como profissional no esporte. Além disso, é preciso um investimento alto de capital para trabalhar com os profissionais adequados, como treinadores, nutricionistas e preparadores físicos, bem como, ter um valor disponível para pagar passagens, hospedagens e inscrições em competições. Contar com o apoio de grandes empresas como patrocinadores vem se tornando cada vez mais difícil e, nos últimos anos, o governo também vem reduzindo a verba para o esporte, deixando vários atletas sem bolsa. Diante deste cenário, quais são os caminhos para manter o esporte vivo como profissão?

Com o surfista paranaense Peterson Crisanto não foi diferente. O atleta, patrocinado desde os 13 anos por uma grande marca do surf, encontrou-se desamparado após a notícia do término do contrato. Sem recursos para prosseguir, pensou em desistir do esporte, até encontrar em startups e outras marcas o investimento necessário para dar continuidade à sua carreira.

“Após quase dois anos sem participar de competições, atuando somente em campeonatos regionais e vendo meus amigos do surf com dificuldades de grana, quase desisti. Foi um período bem difícil e tive que sair da zona de conforto para buscar um novo empresário, que me apresentou startups e marcas fora do range do surf interessadas em me patrocinar. Ter este apoio foi essencial para manter minha carreira no esporte.” revela Peterson.

Hoje o surfista participa pela primeira vez da principal competição do surf mundial, a World Surf League, ao lado de outros grandes nomes do surf brasileiro, como Gabriel Medina. Tal conquista se deve a empresas como o EBANX, que apostaram no talento do atleta e formaram um time de investidores que viabilizam viagens, equipamentos e inscrições por meio de patrocínio.

“O EBANX acredita no esporte como uma ferramenta de transformação, ao incorporar conceitos de disciplina, amizade e dedicação em uma sociedade onde os jovens estão soterrados com informação e, muitas vezes, perdidos diante de tantas possibilidades. Por isso, investimos em atletas novos, com histórias de superação, e sede de vitória”, explica o CEO e co-fundador da fintech curitibana EBANX, Alphonse Voigt.

A empresa já apoia nove atletas das modalidades: surf, skate, escalada, ultramaratona, parkour e natação, mostrando que o crescimento exponencial das startups permite que elas tenham recursos para investir em patrocínios esportivos. Algo que empresas voltadas para a conexão de atletas, clubes e patrocinadores, como a BeTheNext, já perceberam e estão investindo.

BeTheNext

A plataforma funciona como uma vitrine de atletas, na qual, por meio de um aplicativo, potenciais investidores, de qualquer porte, podem patrocinar os esportistas e participar de suas conquistas.

“Como ex-atleta do volei, detectei uma deficiência na conexão entre atletas, clubes, universidades e patrocinadores, isso há 17 anos. Passado todo este tempo, percebi que essa dificuldade continuava presente no meio esportivo e resolvi empreender, criando um aplicativo facilitador neste processo. A BeTheNext tem como objetivo ser um olheiro virtual, gerando conexões sem intermediários entre atletas, clubes, universidades e patrocinadores”, diz Felipe Bueno, ex-jogador de volei e idealizador da BeTheNext.

Já são mais de 840 downloads do app e 300 atletas impactados diretamente por meio de algum contato obtido pela plataforma. Tais conexões têm mantido acesa a chama do esporte no cenário nacional e impulsionado atletas brasileiros em competições mundiais. Atletas e startups mostram que o match perfeito não precisa necessariamente ter grandes proporções, mas sim, ser bem intencionado na obtenção de um resultado positivo.

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