ALUT- Algarviana Ultra Trail – A prova que põe o Algarve à prova

De 29 de Novembro a 2 de Dezembro de 2018 o ALUT – Algarviana Ultra Trail volta para mostrar o que o Algarve tem de mais genuíno. Não um algarve dividido nas suas ofertas litoral ou interior, central ou periférico, mas o Algarve.

Um Algarve de praia e de serra, de pesca e de caça, de modernidade e tradição. Um Algarve que não se explica, sente-se.

E é com os sentidos mais apurados que os atletas são desafiados a correr as trilhas do ALUT ao longo de 300 quilômetros num tempo limite de 72 horas, dando a conhecer ao mundo toda a beleza que se esconde nas curvas e contracurvas, no sobe e desce das Serras do Caldeirão, Espinhaço de Cão e Monchique.

O ALUT é uma prova única em Portugal e como há poucas no mundo! O ALUT atravessa o País de nascente a poente, atravessa toda uma região: o Algarve. São mais de 300 quilômetros que separam Alcoutim, às margens do Rio Guadiana, até Sagres, junto ao farol do Cabo de São Vicente onda acaba a terra e começa mar no vai e vem das ondas do Oceano Atlântico.

O percurso é bem conhecido desde a antiguidade. É o mesmo que outrora foi utilizado para as peregrinações a São Vicente e hoje bem delimitado e conhecido como Via Algarviana, uma estrutura mantida pela Associação Almargem, parceira desde o primeiro dia deste evento.

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“Eventos como o ALUT podem ser uma mais-valia para grande rotas como a Via Algarviana, quando articulados com as suas entidades gestoras e promotoras, já que é necessário ter em atenção o conceito de cada projeto e todos os eventos organizados devem respeitá-lo e ter em consideração as suas características e especificidades.” Reforça Anabela Santos da Associação Almargem.

A Associação Almargem irá organizar caminhadas no sentido oposto da prova para que todos os que se deslocarem ao Alut, possam desfrutar da Via Algarviana.

O ALUT e a Via Algarviana convidam todos, atletas, familiares, amigos, apoiantes e tantos quantos queiram conhecer um Algarve de Cultura, História e Natureza que permanece quase intacto e ainda genuíno nas suas origens, um Algarve que faz despertar todos os sentidos nos cheiros e sabores escondidos em cada recanto das suas aldeias, cerros e montes, na sua gastronomia, nas suas gentes!

“Após a primeira edição do ALUT muitos dos que participaram e as suas famílias mostram-se admiradas e satisfeitas por terem conhecido o outro Algarve, um algarve que está afastado das praias, que continua autêntico, genuíno e com uma grande riqueza cultural e paisagística.” Refere Bruno Rodrigues da Organização.

A participação está limitada a 100 participantes pois como afirma Germano Magalhães da organização do Alut, “é uma prova de atletas para atletas. Enquanto organizadores gostamos de refletir no ALUT as nossas melhores experiências enquanto atletas. Gostamos que os atletas sejam conhecidos e tratados pelo nome e não pelo número do dorsal. Desde o inicio definimos que 100 seria o limite das nossas capacidades para conhecermos e tratarmos cada atleta de forma individual, com toda a dedicação e atenção. Todos os atletas têm os nossos telefones, nos meses que antecedem o ALUT conversamos várias vezes, apoiamos e tiramos todas as dúvidas. Nos dias da prova essa atenção e dedicação estende-se a todas as equipas de apoio, familiares e amigos. Para além disso, o ALUT não é uma corrida, é uma viagem. Uma viagem interior, pelo interior. Nada disto é compatível com um evento de massas.”

Uma região marcada pelos incêndios

A História do Algarve é marcada por um conjunto de acontecimentos que alteram o seu corpo mas jamais a sua alma lutadora e resiliente. Há 250 anos aquele que ficou conhecido como terremoto de Lisboa destruiu e devastou tudo o que era então conhecido como Algarve. Com o epicentro junto a Sagres, apenas as zonas mais altas da região resistiram a destruição total.

No verão de 2018 toda a paisagem dessas zonas mais elevadas, em particular Monchique, foi devastada pelos implacáveis incêndios florestais. Parte do percurso da prova foi afetado, no entanto, com o mesmo espirito de missão e resiliência dos antepassados que aqui viveram desde a antiguidade, a organização vê aqui uma oportunidade única para contribuir de forma ativa com a reconstrução das zonas afetadas, mantendo assim o traçado original, mas também realizando um conjunto de ações de sensibilização, estando previstas ações de reflorestação e tertúlias que pretendem debater o impacto dos incêndios na região e o papel que devem ter as organizações de eventos como o ALUT.

“Após uma primeira visita aos territórios afectados a decisão foi imediata e unânime: o percurso é para se manter! Desta forma pretendemos, por um lado sensibilizar para os efeitos que uma catástrofe desta magnitude impões aos territórios e suas gentes, por outro contribuir para o reerguer dos elementos naturais e das economias locais.

O cenário que os atletas e acompanhantes irão encontrar faz também parte da viagem interior que já referimos, entendemos que será um momento de reflexão e introspecção, um relembrar que tudo são ciclos, que depois da noite vem o dia, que das cinzas renasce o verde.” Reforça Germano Magalhães da organização.

Mais informações: alut.pt

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