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Brasil Wild retorna em grande estilo

Após 10 anos “adormecida”, a Brasil Wild retornou ao mercado em grande estilo e com a mesma essência que marcou os corredores de aventura e que a tornou inesquecível, oferecendo uma prova desafiadora em um local de beleza extrema.

Neste caso o local escolhido a dedo foi a Serra da Canastra, em Minas Gerais, região que recebeu edições anteriores do evento e que mais uma vez surpreendeu os participantes.

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Para permitir a participação de atletas experientes e iniciantes dentro do mesmo evento, a organização montou dois percursos: um de 150 quilômetros e outro de 50 quilômetros, ambos com as modalidades de orientação com o uso de mapa e bússola, trekking, canoagem, mountain bike, canioning e técnicas verticais.

Mas a distância menor não significou menor dificuldade. As duas categorias compartilharam do mesmo caminho após a largada de trekking e o mountain bike que encararam uma íngreme subida onde muitos não tiveram alternativa a não ser seguir empurrando suas bicicletas morro acima.

O clima no momento da largada era ameno, parecendo que os meteorologistas tivessem errado na previsão de muito calor durante o dia, mas aos poucos o sol foi aparecendo e a temperatura beirou os 40 ºC, oferecendo um desafio a mais a ser administrado.

Um dos pontos de maior preocupação da organização era o canioning no Rio Grande, porque havia chovido muito nos dias anteriores. Corrimões de cordas e rapéis foram a instalados em diversos pontos do rio para garantir a segurança dos atletas, mas ao final estes puderam desfrutar de um local de rara beleza sem muita preocupação. O rio Grande é responsável pela formação da Cachoeira Maria Augusta, um dos cartões postais da região.

Com a aproximação do final do dia os primeiros colocados do percurso de 50 quilômetros começavam a seguir em direção à chegada, enquanto que os dos 150 quilômetros seguiam em direção contrária, se distanciando cada vez mais de São João Batista do Glória e rumando norte para cruzar a serra.

O sol estava se pondo e a lua cheia no lado oposto subindo, quando os líderes entraram na segunda seção de trekking. E algumas vezes ficar para trás pode ser um privilégio. Muitas equipes puderam desfrutar desse momento no alta da Serra da Canastra, com uma visão panorâmica de toda a região.

A chegada da noite trouxe uma dificuldade a mais para os navegadores, exigindo mais atenção na busca do caminho correto. Para finalizar a aventura pela serra, as equipes remaram pelo Rio Grande, que marca a divisa de São João Batista do Glória e Passos, e pedalaram cerca de 6 quilômetros até a chegada.

Neste retorno da Brasil Wild encontramos corredores de aventura ‘das antigas’ ao lado de uma nova geração de atletas; pais correndo com os filhos; atletas de outras modalidades se aventurando nas corridas de aventura pela primeira vez.

Mas a principal pergunta pós-evento foi: quando será a próxima? Que a Brasil Wild tenha uma longa vida ativa após os 10 anos de hibernação.

Mais informações: www.brasilwild.com.br