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	<title>Adventuremag-Corrida de Aventura</title>
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	<description>Informativo sobre as corridas de aventura</description>
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		<title>Análise de variáveis fisiológicas e ambientais durante uma corrida de aventura Cópia</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 04:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal Monografia apresentada ao Curso de Educação Física do Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH, como requisito parcial à obtenção do título de bacharel e licenciado em Educação Física. Área de concentração: Saúde Orientador: Ph.D Fabiano Trigueiro Amorim 1. Introdução Criada na década de 1980, na Nova Zelândia, a Corrida de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p>Monografia apresentada ao Curso de Educação Física do Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH, como requisito parcial à obtenção do título de bacharel e licenciado em Educação Física.</p>
<p>Área de concentração: Saúde<br />
Orientador: Ph.D Fabiano Trigueiro Amorim</p>
<p><strong>1. Introdução</strong><br />
Criada na década de 1980, na Nova Zelândia, a Corrida de Aventura é uma competição que tem como objetivo percorrer uma distância pré-determinada realizando diversas modalidades esportivas como: mountain bike, trekking, canoagem, técnicas verticais, cavalgada, patins, dentre outras. As provas de corrida de aventura pode ser divididas em corridas de velocidade (&lt;6 hoas), corridas intermediárias (6-12 horas), corridas longas (12-36 horas) e corridas de expedição (&gt;36 horas). Os eventos de Corrida de Aventura podem exceder mais de 100 horas de duração levando os competidores ao limite da exaustão. Freqüentemente, os atletas competem por dias seguidos sem descanso e limitadas horas de sono. As equipes são formadas geralmente por 4 atletas sendo um integrante do sexo oposto (TOWNES, 2005). Vence a equipe que percorrer, sem dispersar, a maior distância ou todo os percursos programados, passando pelos postos de controle previamente estabelecidos pela organização da prova (ASHLEY et al., 2006; LUCAS et al., 2008).</p>
<p>O local específico das Corridas de Aventuras bem como o terreno que os atletas irão percorrer é disponibilizado poucas semanas antes da competição, tornando difícil a preparação específica dos atletas para o evento (FORDHAM; GARBUTT; LOPES, 2004).</p>
<p>Dentro de uma mesma equipe encontram-se atletas com diferentes aptidões físicas e técnicas (LUCAS et al., 2008). As demandas fisiológicas durante a competição são extremas, levando grande número de competidores a desistirem e abandonarem a prova (FORDHAM; GARBUTT; LOPES, 2004; ZALCMAN et al., 2007).</p>
<p>A corrida de aventura tem se tornado um esporte popular Greenland (2004) e a literatura atual disponível não contempla as características fisiológicas e ambientais ocorridas nas competições. Essa falta de informação é provavelmente devido ao seu desenvolvimento relativamente recente, aos locais remotos dos eventos, a falta de conhecimento prévio sobre o percurso e as limitações associadas com a coleta de dados no campo (LUCAS et al., 2008).</p>
<p>1.1 Objetivos</p>
<p>1.1.1 Objetivo Geral:</p>
<p>Analisar as variáveis fisiológicas e ambientais de atletas durante uma corrida de Aventura.</p>
<p>1.1.2 Objetivo Específico:</p>
<p>- Registrar e analisar a freqüência cardíaca dos atletas durante o percurso;<br />
- Analisar o gasto calórico dos atletas durante a competição;<br />
- Calcular a perda de massa corporal dos atletas;<br />
- Registrar a ingesta alimentar dos atletas durante a corrida;<br />
- Medir o estresse térmico durante a competição.</p>
<p>1.2 Justificativa</p>
<p>Com essa investigação esperamos identificar o estresse fisiológico que os atletas estão sendo submetidos e proporcionar subsidio para elaboração de treinamentos futuros e específicos para essa “recente” modalidade.</p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p><strong>2. Desenvolvimento</strong></p>
<p>2.1 Revisão de Literatura</p>
<p>2.1.1 Histórico da Corrida de Aventura</p>
<p>Inspirado nas corridas multi-esportivas realizadas na Nova Zelândia na década de 1980, o repórter francês Gerard fuzil, criou a primeira Corrida de Aventura, o Raid Gauloises (The Raid), considerada a primeira corrida oficial descrita. O evento foi realizado junto à natureza, onde equipes de atletas de ambos os sexos percorreram áreas remotas realizando modalidades esportivas como corrida de montanha, técnicas verticais, remo, orientação e mountain bike. (Adamson, 2004)</p>
<p>De acordo com sítio especializado (Adventuremag, 2000), a segunda corrida de aventura foi a Southern Traverse, em 1991. Posteriormente, em 1995, Mark Burnett, empresário e competidor das duas edições anteriores do The Raid, criou o Eco-Challenge e firmou uma parceria com o Discovery Channel para transmitir o evento em todo o mundo. O primeiro Eco-Challenge aconteceu no estado de Utah, nos Estados Unidos da América, e conseguiu atrair a atenção de patrocinadores e novos adeptos do esporte. Desde então, o Eco-Challenge foi realizado na Colúmbia Britânica, Marrocos, Argentina, Malásia, Nova Zelândia e a mais recente edição aconteceu em Fiji, em 2002.</p>
<p>Recentemente, tem havido um aumento na popularidade de Corridas de Aventura nos Estados Unidos e em todo o mundo, com o número crescente de eventos e de participantes a cada ano, principalmente eventos mais curtos de 1 a 2 dias de duração. (Townes et al., 2004)</p>
<p>No Brasil, a corrida de aventura surgiu após Alexandre Freitas ter participado de uma edição do Eco-Challenge (1997). Alexandre Freitas criou a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA), organizadora da primeira Corrida de Aventura brasileira, denominada Expedição Mata Atlântica &#8211; EMA. A primeira edição da EMA aconteceu em 1998, com duração de 3 dias e um percurso de 220 km de distância. Nesse mesmo ano, o Brasil foi representando pela primeira vez no Eco-Challenge com a equipe mineira Brasil 500 anos (ADVENTUREMAG, 2000). No ano de 1999 a EMA se deslocou do litoral norte para o litoral sul de São Paulo e aumentou de tamanho, passando a ter um percurso de 400 km e até 5 dias de duração (ADVENTUREMAG, 2000).</p>
<p>Com a popularização do esporte no país, começaram a surgir vários eventos, possibilitando um número maior de pessoas ingressarem no esporte. As corridas com 1 ou 2 dias de duração possibilitaram a participação dos atletas de final de semana que não dispunham de tempo e recursos financeiros para o treinamento e competição sistematizados (ADVENTUREMAG, 2000).</p>
<p>Atualmente a maior Corrida de Aventura no Brasil é o Ecomotion-Pro, que teve sua ultima edição realizada em outubro de 2008 nos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão. A corrida teve um percurso de aproximadamente 530km e até 6 dias de duração (ECOMOTION, 2008).</p>
<p>2.1..2 Parâmetros fisiológicos da Corrida de Aventura</p>
<p>2.1.2.1 Características dos Atletas</p>
<p>Alguns estudos apresentaram as características físicas e fisiológicas dos atletas de Corrida de Aventura. Em estudo realizado por Ashley et al. (2006), antecedendo uma prova de 300 milhas, os autores analisaram 86 atletas de corrida de aventura e demonstraram a presença de um grupo com características físicas e fisiológicas heterogêneas. Esse estudo descreveu desde atletas profissionais com baixo percentual de gordura e excelentes condições cardio respiratórias a esportistas com elevado percentual de gordura, e condições cardio respiratórias normais assemelhando-se a atletas recreacionais.<br />
Na etapa do mundial de Corrida de Aventura, de 2003, na Nova Zelândia, foram traçados o perfil das características de 12 atletas, 4 atletas da elite mundial, 4 atletas intermediários e 4 atletas novatos (Tabela 1).</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela1.jpg"><img title="tabela1" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela1.jpg" alt="tabela1" /></a></p>
<p>Nesse estudo, mais uma vez, confirma que dentro de uma mesma competição é encontrado perfis variados das características dos atletas participantes.</p>
<p>Durante uma simulação, em laboratório, de uma Corrida de Aventura baseada nas distâncias da prova internacional Ecomotion Pro 2003 (477 km), foram coletadas as medidas antropométricas e VO2pico de 7 atletas. Verificaram-se as seguintes médias: 31 anos, 75,4 kg, 174,7cm de estatura, 13,5% de massa gorda, 24,7, VO2pico na bicicleta de 54,7ml.Kg-1, VO2pico na corrida de 54,9ml.min-1.kg-1. (ZIMBERG et al., 2008). Embora foi relatado o percentual de gordura dos voluntários, a interpretação deste resultado deve ser cuidadosa já que a amostra foi composta de homens e mulheres. Um dado curioso deste estudo, foi que a medida de VO2pico não foi diferente entre o teste realizado na esteira ou na bicicleta.</p>
<p>Num quarto estudo que tinha como objetivo verificar os escores referentes à escala de dependência de exercício, qualidade de vida, bem como os escores indicativos de humor em atletas de corrida de aventura, 17 atletas de ambos os sexos com histórico de prática da modalidade de pelo menos três anos, com experiência em provas nacionais e internacionais e que figuram nas primeiras posições do ranking brasileiro apresentaram a seguintes características (média ± desvio-padrão):  da idade 31,11 ± 6,30 anos; estatura 1,73 ± 0,07cm; massa corporal 70,75 ± 7,96kg; índice de massa corpórea (IMC) 23,48 ± 1,48kg/m2; e consumo de oxigênio de 58,70± 6,63ml.min-1.kg-1 (ZIMBERG et al., 2008).</p>
<p>De acordo com os estudos acima, os atletas de corrida de aventura apresentam perfis variados podendo, numa mesma competição, participarem atletas profissionais em condições físicas de atletas de elite de outras modalidades e indivíduos com pouca experiência e não tão bem condicionados, demonstrando um perfil bastante heterogêneo desta modalidade esportiva.</p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p>2.1.2.2 Respostas cardiorespiratórias durante a prova</p>
<p>Em um estudo realizado durante a Transalp Challenge 2004, uma maratona de 8 dias de Mountain Bike, demonstrou que durante o percurso de 662km a média da frequência cardíaca (FC) dos atletas foi de 85% da FC máxima e em 36% do total do percurso foi mantido em zona de alta e muito alta intensidade, maior que 90% FC máxima. O estudo mostrou que esta corrida é fisiologicamente muito exigente, que envolve tanto o sistema de energia aeróbia quanto anaeróbia (WIRNITZER e KORNEXL, 2008).</p>
<p>Em um único artigo publicado na literatura descrevendo uma prova de Corrida de Aventura, Lucas et al. (2008) analisou a FC média durante a corrida internacional Southern Traverse. O percurso consistiu de 411 Km, com duração de 5 dias (120 horas), dividido em 14 fases aleatórias de trekking (3, 27, 70, 14 km), kayaking (22, 35, 25, 28 km), mountain bike (50,52, 40, 17 km), e coasteering (16, 12 km) realizado na Nova Zelândia.  A temperatura ambiental variou entre 5,2ºC e 22,3ºC. A freqüência cardíaca (FC) média de 12 atletas durante a corrida foi de 64% da FC máxima caindo para 41% nas 24 horas subseqüentes a prova e que em 80% do tempo da competição a freqüência cardíaca manteve-se abaixo de 60% da FCmáx. Estes dados estão representados na figura 1.</p>
<p><img title="grafico1" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico1.jpg" alt="grafico1" width="675" height="515" /></p>
<p>Como podemos observar, com o único dado disponível na leteratura atual, as respostas cardio respiratórias são baixas caracterizando uma atividade de média intensidade durante os cinco dias de provas, com picos esporádicos de FC elevadas, podendo ser mais facilmente observado no início da competição.</p>
<p>2.1.2.3 Desidratação durante esporte de ultra-resistência</p>
<p>Em estudo realizado por Townes et al. (2004), em 248 corredores, durante a  corrida de Aventura de nível internacional (Subaru Primal Quest Expedition Adventure Race™), envolvendo corrida, mountain bike, canoagem, técnicas verticais e orientação realizada no Estados Unidos em julho de 2002, os autores descreveram incidência de lesões e de doenças ocorridas ao longo dos 380 km de percurso. A temperatura diária média foi de 26.6°C com variações de 24–28°C. A temperatura mínima média foi de 12°C (53.9°F) com uma variação entre 9–16°C. A umidade média foi de 48.9% variando de 38.0–62.0%. Curiosamente, o estudo reportou que 25% das desistências e abandonos da prova foram atribuídas a desidratação.</p>
<p>As corridas de aventura se assemelham pela sua duração com provas de ultra-resistência. Segundo revisão de literatura de Murray (1996), mesmo baixos níveis de desidratação (por exemplo, menos de 2% de perda de peso corporal) podem prejudicar o sistema cardiovascular e a resposta termorregulatória e reduzir a capacidade de realizar exercício. O calor também reduz a capacidade do atleta de treinar e competir, um efeito que pode ser independente do estado de hidratação. Mesmo que os atletas estejam bem hidratados, clima quente, por si só, pode reduzir o desempenho. O ótimo desempenho só é possível quando a desidratação e a hipertermia são minimizados através da ingestão de adequados volumes de fluidos durante o exercício. Recentes pesquisas têm demonstrado que o consumo do volume de fluidos aproximado ao volume da perda de suor mantém importantes funções fisiológicas e melhora significativamente o desempenho exercício, mesmo durante o exercício durando apenas 1 hora.</p>
<p>De acordo com Antunes (2006), a Corrida de Aventura é uma prova bastante exigente que associa não apenas um bom condicionamento físico, mas também um grande componente cognitivo, planejamento e a capacidade de trabalhar e permanecer em grupo. Além disso, durante toda a prova, os atletas são submetidos às mais diversas situações que variam desde alterações ambientais severas (calor, frio), privação do sono, cansaço, fadiga e até a redução do consumo alimentar e hídrico.</p>
<p>Segundo Kao et al. (2008), em estudo realizados em ultramaratonas de 12h e 24h, demonstrou que a perda hídrica em relação ao peso corporal foi de 2,8% nas corridas de 12h e de 5% na de 24h e em 26% dos atletas chegou a exceder  7% do peso corporal. Ele também ressalta que todos os atletas que tiveram um bom desempenho correndo mais de 200km nessa prova tiveram desidratação superior a 7% do peso corporal. Em ambas as ultramaratonas as diminuições de peso ocorreram principalmente durante as primeiras 8 horas, com o mais rápido declínio ocorrido entre 0 e 4 horas. Na ultramaratona de 24h, uma perda de peso considerável ocorreu entre 16 e 20 horas. Embora nenhum estudo anterior tenha medido o nível de desidratação durante uma prova de Corrida de Aventura, por suas características pode-se prever uma alta incidência de indivíduos desidratados.</p>
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<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p>2.1.2.4 Gasto Energético</p>
<p>De acordo com Zimberg et al. (2008), durante as Corridas de Aventuras, os atletas têm múltiplas áreas de transições para que os seus equipamentos e suprimentos nutricionais sejam fornecidos pela equipe de apoio. Devido as diferentes modalidades esportivas envolvidas, a distância de cada percurso, o relevo das provas, a estratégia de cada equipe e as exigências nutricionais variam entre os eventos.</p>
<p>Durante a simulação de uma Corrida de Aventura, em laboratório, o gasto energético foi estimado baseando-se no consumo de oxigênio. Este foi estimado a partir dos batimentos cardíacos registrados por monitores cardíacos, utilizados pelos atletas durante a corrida. A média de ingestão energética foi de 14.738 kcal e um gasto de 24.516 kcal, resultando em um déficit energético de 9.779kcal. A média do gasto de energia por hora de atividade foi de 365 kcal. (Zimberg et al., 2008)</p>
<p>Estudo realizado durante a corrida de ultra-resistência, Race Across América, em 2003, o gasto energético foi registrado continuamente, por monitor de freqüência cardíaca. Observou-se que o campeão dessa competição teve um gasto calórico total de 179.650 kcal e sua ingestão total foi de 96.124 kcal evidenciando uma deficiência de 83.526kcal ao final dos dez dias de prova (KNECHTLE; ENGGIST; JEHLE, 2005).</p>
<p>2.2 Metodologia</p>
<p>2.2.1 Amostra<br />
Foram selecionados 9 atletas de Corrida de Aventura, competidores há mais de 3 anos: 5 do sexo masculino e 4 do sexo feminino. Foram excluídos da análise 3 atletas, por não completar a prova e apresentarem problemas com o Monitor de Freqüência Cardíaca (MFC) e nos registros dos inquéritos alimentares durante a competição. Portanto, os voluntários analisados foram 4 do sexo masculino e 2 do sexo feminino com média de idade de 30 (±3,1)anos, estatura 169 (±7,0) cm, peso 66,40± (10,6) kg.</p>
<p>2.2.2 Instrumentos<br />
Para o registro da freqüência cardíaca (FC) foi utilizado o MFC da marca Polar ® modelo AXN 500, que registrou a FC a cada 60 segundos.<br />
A massa corporal foi medida utilizando-se uma balança digital marca Sanitas, modelo SBG 20, com limite de 150 kg e escala de graduação de 0,1 kg. Os voluntários foram pesados descalços, vestindo apenas a camiseta e a bermuda, que apresentam peso médio de 320 grs, medida esta realizada em uma balança digital Plenna, modelo Grey, com capacidade de 2 kg e graduação de 1gr.</p>
<p>A estatura foi obtida com a utilização de uma trena marca Tramontina, de 3m, graduação de 1cm, modelo 43150/303, estando o voluntário descalço encostados na parede sem rodapé.<br />
Foram mensuradas 9 dobras cutâneas utilizando plicômetro Cescorf com graduação de 1mm.</p>
<p>A condição térmica do ambiente da prova foi medida através de um monitor de estresse tremico (Metrosonic HS3700). Este equipamento mede a temperatura seca, úmida e de globo, e permite o cálculo do índice do Bulbo Úmido, Seco e Termômetro de Globo (IBUTG).</p>
<p>Para o cálculo da ingestão das calorias totais foi utilizado o software Diet Pro® 4.0.</p>
<p>2.2.3 Procedimentos<br />
Inicialmente foram selecionados 9 atletas, praticantes a mais de 3 anos da modalidade para participarem do estudo. Os atletas foram previamente contatados por telefone para que se pudesse saber se atenderiam às condições necessárias à pesquisa. Foram dadas explicações detalhadas dos procedimentos do estudo e sondado o real interesse na sua participação.<br />
O estudo foi executado durante a primeira etapa do Circuito das Grutas, valendo pelo ranking Brasileiro de Corrida de Aventura. A corrida foi realizada na cidade de Sete Lagoas -MG, e municípios adjacentes, em 21 de março de 2009. Seu percurso completo teve distância aproximada de 200 km divididos em 8 trechos, Mountain Bike (6, 50, 80 km), Trekking (5, 40, 12 km), Canoa Canadense (7 km) e Bike and Roller (5km). Cada trecho foi separado por uma zona de transição para troca de modalidade onde a equipe recebia alimento e suporte de uma equipe de apoio. As anotações de quantidades dos alimentos e líquidos ingeridos, bem como da temperatura local foram realizadas nessas áreas de transição.<br />
Os voluntários que foram selecionados e aprovados para participarem da pesquisa, assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO A).</p>
<p>Para as avaliações do VO2max, utilizou-se um teste de campo de acordo com o protocolo corrida de campo de 1 milha e meia duas semanas antecedentes à prova. Também foram medidas a altura, massa corporal e pregas cutâneas. Foram utilizadas as nove e as medidas foram realizadas de acordo com Jackson e Pollock (1985).Os valores de dobras obtidos foram somados e os resultados estão apresentados na tabela1.</p>
<p>A massa corporal também foi medida antes da largada e logo após o término da prova e os voluntários foram orientados a esvaziar as bexigas. Após serem pesados, antes da largada, cada atleta recebeu um monitor de freqüência cardíaca, que foi instalado pelo pesquisador, além de receberem orientações para manter o equipamento no local ajustado. O relógio foi travado para evitar acionamentos desnecessários. O MFC foi instalado no tórax, na altura do processo xifóide do esterno, em cada atleta, pelo pesquisador e o relógio no punho de preferência do atleta.</p>
<p>Ao término da competição, na linha de chegada, à medida que cada atleta chegava era abordado pelo pesquisador, o MFC era retirado do tórax dos atletas. Os dados gerados pelos MFC’s foram transferidos para um computador e analisados pelo software Polar Pro Trainer 5®. Este software, dentre inúmeras informações, apresenta a FC máxima e a FC média durante todo o tempo de uso e em cada zona ou faixa de esforço, registrada a cada 60 segundos em tabela numérica e visualizado em gráfico com separação de zonas de esforço.<br />
Cada atleta, nas áreas de transição, relatava o que haviam ingerido durante o percurso bem como o total de líquidos ingeridos. Para cálculo da ingestão das calorias totais foi utilizado o software Diet Pro® 4.0, e o líquido ingerido era calculado pela diferença entre o líquido levado em reservatório graduado (Camelback®) e o retornado. A temperatura do local de prova foi medida a cada hora do dia.</p>
<p>2.2.4 Análise estatística<br />
A análise estatística foi feita de forma descritiva, caracterizando a amostra em função das variáveis selecionadas. Os resultados serão apresentados em gráficos, tabelas e texto dissertativo.</p>
<p>2.2.5 Cuidados éticos<br />
Foram tomados cuidados éticos inerentes a um trabalho de pesquisa de campo. Todos os voluntários foram informados sobre os objetivos e procedimentos da pesquisa. Os princípios do anonimato e da voluntariedade da participação dos envolvidos neste estudo serão plenamente respeitados.</p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p><strong>3. Resultados</strong></p>
<p>As características antropométricas dos participantes deste estudo estão representadas, de forma descritiva, na Tabela 2.</p>
<p><img title="tabela2" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela2.jpg" alt="tabela2" width="668" height="335" /></p>
<p>Seis atletas concluíram o percurso completo (aproximadamente 200km) da competição. Os atletas 1, 2, 3 e 4  pertencentes à mesma equipe gastaram 24 horas e 43 miutos e os atletas 5 e 6 completaram em 19 horas e 32 minutos e 28 horas 20 minutos, respectivamente.<br />
A temperatura ambiental medida a cada horas através do termêmotro de bulbo úmido (WB), bulbo seco (DB) e temperatura de globo (GT) estão apresentadas no Gráfico 2.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico2.jpg"><img title="grafico2" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico2.jpg" alt="grafico2" /></a></p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p>No Gráfico 3, temos o percentual do tempo de permanência em determinadas zonas de esforço (FC) dos participantes do estudo, de acordo com faixas pré-estabelecidas pelo software Polar Pro Trainer 5 ®.</p>
<p><img title="grafico3" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico3.jpg" alt="grafico3" width="640" height="320" /></p>
<p>Em média foram ingeridas 5651 kcal durante o percurso total de prova, onde 80% dessas calorias foram obtidas a partir dos carboidratos, 6% das proteínas e 14% das gorduras, podendo ser observado com mais detalhes na tabela 3.</p>
<p><img title="tabela3" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela3.jpg" alt="tabela3" width="527" height="363" /></p>
<p>Os 6 atletas tiveram um gasto calórico superior a quantidade de calorias ingeridas durante o percurso, criando um déficit de aproximadamente 7597 kcal. A ingestão média foi de 43% do total de kcal despendidas. Estas informações podem ser visualizadas na figura 4 e figura 5.</p>
<p><img title="grafico4" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico4.jpg" alt="grafico4" width="641" height="348" /></p>
<p><img title="grafico5" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico5.jpg" alt="grafico5" width="653" height="389" /></p>
<p>Na tabela 4 podemos observar as quantidades de líquidos ingeridos pelos participantes e  no gráfico 6 a perda de massa corporal ao final da prova.</p>
<p><img title="tabela4" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela4.jpg" alt="tabela4" width="568" height="539" /></p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p><strong>4. Discussão</strong></p>
<p>Esse é o primeiro estudo em campo, realizado no Brasil, que analisou a variáveis fisiológicas e ambientais durante uma corrida de aventura real. Os principais achados deste estudo são os seguintes: aproximadamente 50% do tempo total de exercício foi realizado numa intensidade de exercício acima de 70% da FC máxima; embora as condições térmicas do ambiente não foram extremas os atletas apresentaram durante a prova diferenças no peso coporal de menos de 1 kg a 4,5kg aproximadamente; e a ingesta calórica total não foi suficiente para suprir metade das calorias gastas na prova.</p>
<p>Podemos observar que a FC analisada  durante a competição demonstrou uma intensidade média de esforço, ficando 75% do tempo abaixo dos 80% da intensidade máxima, esses mesmos achados são apresentados em outro estudo (LUCAS et al., 2008). Uma justificativa seria a incapacidade de manter níveis elevados de intensidade longas horas contínuas de atividade.</p>
<p>Durante a corrida de aventura analisada mediu-se as temperaturas no transcorrer da competição e a partir delas podemos perceber provável interferência destas na perda de líquidos corporais para manutenção da temperatura corpora e massa corporal. No presente estudo podemos observar que o atleta que mais apresentou perda de massa corporal foi o que menos líquidos  ingeriu e curiosamente foi o que demorou mais tempo a completar a prova, dentre os atletas estudados.</p>
<p>Em estudos sobre atividades de ultra-resistência uma conclusão comum é a constatação de uma elevada perda de massa corporal após a competição (MURRAY, 1996; KAO et al., 2008). Embora não exista dado específico sobre perda de massa corporal durante corrida de aventura, o presente estudo apresentou  similaridades nesse aspecto, com perdas de até 4,5kg da massa corporal nos atletas.</p>
<p>A ingestão de nutrientes durante a competição foi em média 5651Kcal e o gasto energético 13248Kcal criando um déficit de 7597Kcal, 43%, esse fato é encontrado em outro estudo, Zimberg et al. (2008) demonstra que durante simulação de uma corrida de Aventura os atletas também tiveram déficit  na ingestão calórica, 40%.  A ingestão de carboidratos pelos atletas foi em média 80% apontando para uma tentativa de manter as reservas de glicogênio e o prolongamento do exercício físico, ao contrario da conclusão do estudo de  Zimberg et al. (2008) que evidenciou uma ingestão inadequada de carboidratos e uma alta quantidade de proteína e gorduras.</p>
<p>A média dos níveis de VO2 dos atletas encontrados no presente estudo  foram de 53,3ml.min-1.kg-1 e valores bem parecidos 53,9ml.min-1.kg-1 foram descritos na literatura (LUCAS et al., 2008). O perfil antropométrico se assemelha a estudos existentes,  caracterizando uma classe heterogenia de competidores na Corrida de Aventura(LUCAS et al., 2008).</p>
<p>Foi um trabalho difícil de ser realizado devido a dificuldade da logística da prova. Lugares de difícil acesso e trajeto revelado horas antes do início da competição dificultam um plano de ação nas coletas de dados. A falta de um número maior de equipamentos como cardiofreqüêncímetros, limitaram o n amostral.</p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p><strong>5. Conclusão</strong></p>
<p>As informações obtidas no presente estudo podem contribuir para melhorar  a compreensão das necessidades  nutricionais dos atletas durante uma Corrida de Aventura, uma vez constatado que a ingesta calórica ao longo da prova representa aproximadamente 1/3 da demanda energética de cada atleta durante a competição.</p>
<p>Os valores da FC registrados durante a primeira etapa do Circuito das Grutas 2009, mostrou que esse evento de ultra-resistência é fisiologicamente muito exigente e envolvendo sistemas energéticos diferentes.</p>
<p>Esses resultados podem ser úteis para a concepção adequada de programas de treinamento e desenvolver específicas intervenções nutricionais para manter as demandas físicas e fisiológicas nesse tipo de evento.</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
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		<title>Qualidade de vida em corredores de aventura (cópia)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 04:56:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[autor: Rodrigo Lacerda Alves RESUMO O presente estudo teve como objetivo conhecer e avaliar a qualidade de vida dos praticantes de corrida de aventura do estado de Sergipe. Foram avaliados 17 sujeitos com média de idade média de 29 + 6,33 anos. Os dados foram coletados por meio dois questionários: CCEB &#8211; Critério de Classificação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>autor: Rodrigo Lacerda Alves</p>
<p>RESUMO<br />
O presente estudo teve como objetivo conhecer e avaliar a qualidade de vida dos praticantes de corrida de aventura do estado de Sergipe. Foram avaliados 17 sujeitos com média de idade média de 29 + 6,33 anos. Os dados foram coletados por meio dois questionários: CCEB &#8211; Critério de Classificação Econômica Brasil, questionário organizado pela ABEP objetivando a classificação do grupo conforme o nível socioeconômico; e o WHOQOL BREF, elaborado por Organização Mundial de Saúde (OMS), o qual contempla os domínios: físico, psicológico, social e meio ambiente. Os resultados indicaram que 100% da amostra avaliaram sua qualidade de vida como boa ou muito boa, e que 79% encontram-se satisfeitos ou muito satisfeitos com a saúde. Quanto aos escores do WHOQOL-BREF, o domínio físico apresentou escore mais alto 82,14 +11,71, enquanto o domínio psicológico apresentou escore mais baixo 68,62 + 8,48.</p>
<p>Palavras- chave: Qualidade de vida, WHOQOL-BREF, nível sócio econômico, corrida de aventura.</p>
<p><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>As modalidades de aventura na natureza têm crescido muito nos últimos anos, e popularizam-se sob a forma de esportes de aventura  e ecoturismo. Enquanto o primeiro caracteriza-se por serem praticados tanto na forma de aventuras individuais quanto de maneira competitiva; o segundo vem sendo explorado por empreendimentos comerciais. (SPINK, 2005)<br />
É interessante atentar que ambos utilizam a natureza como pano de fundo para suas atividades, porém no ecoturismo a segurança, equipamentos e conhecimentos específicos ficam a cargo dos instrutores que conduzem a atividade, e nos esportes de aventura esses fatores devem ser controlados pelos próprios praticantes (ZIMMERMAN, 2006).</p>
<p>Dentre os esportes de aventura, destaca-se a Corridas de Aventura (CA), modalidade que mescla, numa só competição, diversos esportes de aventura: mountain bike, canoagem, natação, treeking , orientação, técnicas verticais, entre outros. Segundo Ferreira (2003) CA é uma forma de competição em que participam equipes mistas, composta de atletas de ambos os sexos, dispostas a cumprir as regras para alcançar um objetivo em menor tempo possível, exigindo o máximo de resistências físicas e mentais.</p>
<p>Outro fator determinante nas CA’s é a navegação. Os atletas devem estar aptos a se orientarem em locais pouco explorados da natureza, apenas com o auxílio de bússolas e dos mapas topográficos fornecidos pela organização da corrida.  Nesses mapas estão destacados os  PC’s  e AT’s . As equipes devem escolher o caminho a ser seguido para atingir esses pontos, ou seja, o percurso da prova não é determinado cabendo a equipe optar pelo melhor trajeto.</p>
<p>A CA surgiu na Nova Zelândia nos anos 80 e rapidamente se espalhou para outros continentes como a América e Europa. No Brasil a primeira corrida aconteceu em 1998, idealizada pelo paulista Alexandre Freitas que após ter participado de uma prova na Nova Zelândia, voltou ao Brasil e realizou a Expedição Mata Atlântica (EMA) em que o conceito era unir esporte, aventura e preservação ambiental. (FERREIRA, 2003).</p>
<p>Inicialmente as CA’s envolviam mais de dez dias de duração, e distancias chegavam a 500 km, eram verdadeiros ralis humanos.   Com a popularização do esporte surgiram corridas com distancias menores entre 50 a 200 km, também foi alterada a formação das equipes que passou a permitir trios, duplas e a categoria solo, individual.</p>
<p>As corridas de aventura caracterizam-se por unir o forte componente físico mental e cognitivo, levando o indivíduo a testar ou mesmo redefinir os próprios limites. É necessário além de conhecimento técnico das diversas modalidades que compõe a corrida, um ótimo nível de treinamento físico para suportar longos períodos de exercício. Durante as corridas os praticantes ficam privados de sono, de uma boa alimentação, muitas vezes com hidratação inadequada, e ainda enfrentam condições adversas de clima e de relevo. A capacidade de suportar um intenso desgaste psicofísico e um bom planejamento é fundamental para um bom desempenho na prova.</p>
<p>Nesse sentido as corridas de aventura inauguram uma nova abordagem de competição esportiva, rompendo com os esportes tradicionais.  A formação de equipes mista, em que homens e mulheres competem na mesma categoria é uma das inovações desse esporte.</p>
<p>Para Ferreira (2003) o surgimento desse tipo de competição está relacionado com as transformações sociais que emergiram com maior intensidade a partir dos anos 80, rompendo com o paradigma racionalista da modernidade que apontava para um desenvolvimento linear e ilimitado para a condição humana.  Para esse autor vivemos um período em que a perda de valores e mudanças no estilo de vida da sociedade possibilita ressignificar alguns conceitos. Assim, o conceito de competitividade e natureza ganha diferentes formas e manifestações nas corridas de aventura.</p>
<p>Spink et al (2005) afirma que o trabalho em equipe, a resistência, o espírito de aventura, a compaixão e a consciência ecológica são os ingredientes principais das CA’s. Para Ferreira (2003) o compartilhar de novos sentimentos e emoções denota a possibilidade de transformações no que se refere a forma de relacionamento entre os indivíduos.</p>
<p>A consciência ecológica aliada à responsabilidade social são elementos marcantes nessas competições. O respeito à natureza e ao ser humano se faz presente através de ações ambientais e sociais que visam apoiar as comunidades locais e o meio ambiente. É comum durante a corrida uma tarefa em que seja realizada uma ação efetiva em apoio aos moradores da região onde acontece a prova.</p>
<p>Tahara e Schwartz (2003) apontam que as atividades de aventura na natureza podem levar a uma melhoria na qualidade de vida de seus praticantes, porém não foi encontrado nenhum estudo que associasse corrida de aventura e qualidade de vida, visto que muito tem se falado a respeito das mesmas, porém poucos são os estudos científicos que interrogam e investigam o esporte.<br />
De acordo com Fleck (1999) o termo qualidade de vida tem sido utilizado na área médica, como sinônimo de “condições de saúde” e “funcionamento social”, estando centrado na percepção subjetiva dos pacientes sobre o estado de saúde e sua capacidade de viver plenamente.</p>
<p>Seidl e Zannon (2004) afirmam que buscando conceituar qualidade de vida devem-se considerar dois aspectos: subjetividade, relacionada com a percepção da pessoa sobre o seu estado de saúde e sobre os aspectos não-médicos do seu contexto de vida; e multidimensionalidade, referindo ao reconhecimento de que a qualidade de vida deve ser avaliada por diferentes dimensões. Nesse sentido o termo qualidade de vida é mais amplo e envolve diferentes dimensões como física, psicológica, social e ambiental; incluindo, porem não se limitando às condições de saúde.</p>
<p>O grupo Qualidade de vida da OMS definiu qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. (ORLEY e KUYKEN, 1994)</p>
<p>Diante do exposto surgem alguns questionamentos como: será que a corrida de aventura pode interferir positivamente na qualidade de vida de seus praticantes?  Ou será que diante das adversidades de uma corrida somado ao estresse físico e mental pelo qual os corredores sofrem a percepção de qualidade de vida pode ser prejudicada?<br />
Partindo destas colocações, o presente estudo tem como objetivo identificar a percepção de qualidade de vida dos praticantes de Corrida de Aventura do Estado de Sergipe.</p>
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<p><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>
<p>Este trabalho caracteriza-se como do tipo descritivo, porque objetiva conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema a partir da observação em campo (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2007).</p>
<p>Para o levantamento das informações necessárias a efetivação do trabalho foi compelido um instrumento composto por dois questionários, a saber: CCEB &#8211; Critério de Classificação Econômica Brasil questionário organizado pela ABEP objetivando a classificação do grupo conforme o nível socioeconômico; e o WHOQOL BREF, questionário elaborado por Organização Mundial de Saúde (OMS) e validado no Brasil por Fleck et al (2000).</p>
<p>O WHOQOL BREF é a versão abreviada do WHOQOL 100, sendo composto por 26 questões, sendo 24 questões que representam os quatro domínios que compõem o instrumento original: Domínio físico, focalizando as seguintes facetas: dor e desconforto, energia e fadiga, sono e repouso, atividades da vida cotidiana, dependência de medicação ou de tratamentos, capacidade de trabalho; Domínio psicológico, cujas facetas são: sentimentos positivos, pensar, aprender, memória e concentração, auto-estima, imagem corporal e aparência, sentimentos negativos, espiritualidade, religiosidade e crenças pessoais; Domínio relações sociais, que inclui as facetas a seguir: relações pessoais, apoio social, atividade sexual; Domínio meio ambiente, abordando as facetas: segurança física e proteção, ambiente no lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais: disponibilidade e qualidade, oportunidades de adquirir novas informações e habilidades, participação em, e oportunidades de recreação/lazer, ambiente físico: poluição, ruído, trânsito, clima, transporte. (FLECK  et al, 2000)</p>
<p>Além dos quatro domínios, o instrumento apresenta mais duas questões: uma relacionada à auto-percepção da qualidade de vida e a outra se refere à satisfação com a saúde. Deve-se ressaltar que optamos por analisar separadamente a questão “3” do WHOQOL BREF, visando averiguar de que maneira o desgaste físico causados nas corridas poderia interferir na percepção da qualidade de vida de seus praticantes.</p>
<p>A população foi composta pelos participantes de uma Corrida de Aventura realizada em agosto de 2008 na região onde está localizado o Parque Estadual da Serra de Itabaiana em Sergipe. A prova de 55 km, envolvendo trekking, orientação, rapel, mountain bike e canoagem foi intitulada “Sergipe Adventure”.</p>
<p>Segundo a organização da prova a competição contou com o total de 136 inscritos, em duplas e quartetos de em equipes masculinas, femininas e mistas.  Participaram desse estudo 17 voluntários, (12,5% da população) e como fator de inclusão foi considerado com tempo de prática mínima de um ano.</p>
<p>O procedimento para obtenção e registro das informações seguiu os seguintes passos: 1.contato com a Organização da Sergipe Adventure informando o motivo da pesquisa e solicitando o contato dos competidores através de email e telefones; 2.contato com os competidores objetivando o preenchimento do questionário do estudo. Assim os participantes da pesquisa foram orientados a responder todas as questões optando sempre pela alternativa que mais se aproximasse de sua condição, opinião ou atitude; ser totalmente honesto em suas respostas; não escrever seu nome ou qualquer identificação pessoal.</p>
<p>Para a análise das informações levantadas, foram utilizados os elementos da estatística descritiva e as especificidades dos instrumentos utilizados no Estudo.</p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p><strong>3 RESULTADOS</strong></p>
<p>Os resultados apontaram que os participantes desse estudo (sendo 12 do sexo masculino e 5 do sexo feminino) possuem  média de idade de 29 + 6,33 anos.</p>
<p>O nível sócio econômico do grupo, avaliado através do CCBE que leva em consideração a escolaridade e a posse de itens, pode ser melhor visualizado na Figura 1.</p>
<p><img title="1" src="http://www.adventuremag.com.br/2009/wp-content/uploads/2009/07/1.jpg" alt="1" width="467" height="309" /></p>
<p>Em relação ao esporte que mais praticam, ou que praticam com maior freqüência foram observados mountain bike, treeking, corrida de rua, surf, natação ciclismo conforme Figura 2</p>
<p><img title="2" src="http://www.adventuremag.com.br/2009/wp-content/uploads/2009/07/2.jpg" alt="2" width="467" height="309" /></p>
<p>Os resultados da questão 1, relacionada à percepção de qualidade de vida pode ser observado na Figura 3.</p>
<p><img title="3" src="http://www.adventuremag.com.br/2009/wp-content/uploads/2009/07/3.jpg" alt="3" width="467" height="309" /></p>
<p>A questão 2, relacionada com a satisfação com a saúde pode ser observada na Figura 4.</p>
<p><img title="4" src="http://www.adventuremag.com.br/2009/wp-content/uploads/2009/07/4.jpg" alt="4" width="467" height="309" /></p>
<p>&lt;!&#8211; nextpage &#8211;&gt;</p>
<p>A questão 3 (Figura 5) do WHOQOL- BREF refere-se a o quanto a  dor física impede de realizar as atividades diárias</p>
<p><img title="5" src="http://www.adventuremag.com.br/2009/wp-content/uploads/2009/07/5.jpg" alt="5" width="467" height="309" /></p>
<p>dados do WHOQOL- BREF estão apresentados na Tabela 1. É importante destacar que o WHOQOL não prevê que se possa utilizar o escore global de qualidade de vida, assim, foi calculado separadamente o escore de cada domínio: físico, psicológico, social e meio ambiente. O valor mínimo de cada escore é zero, sendo 100 o valor máximo.</p>
<p>O escore de cada domínio é obtido numa escala positiva, isto é, quanto mais alto o escore melhor a qualidade de vida naquele domínio. Considera os valores entre 0 a 40 como &#8216;região de fracasso’ de 41 a 70 correspondendo a &#8216;região de indefinição; e acima de 71 como tendo atingido a &#8216;região de sucesso&#8217;. (NUNES e FREIRE, 2006)</p>
<p><img title="6" src="http://www.adventuremag.com.br/2009/wp-content/uploads/2009/07/6.jpg" alt="6" width="543" height="447" /></p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>
<p>Em relação à escolaridade, 70,5% da amostra estão cursando ou já concluíram o Ensino Superior. Ferreira et al (2008) em seu estudo com corredores da aventura da cidade de Florianópolis relatou que 81,8 % dos participantes possuíam escolaridade acima do segundo grau completo, enquanto que  Antunes et al (2006) relatou que 100% da amostra possuem escolaridade nessa situação.</p>
<p>Observamos que a maior parte da amostra (65%) pertence ao nível sócio-econômico “B”, seguido por 23% categorizado como “A”, e apenas 12% pertencentes à classe C. Considerando que segundo a ABEP (2005) apenas 30 % da população brasileira encontram-se entre a classe A e B, nota-se que as corridas de aventura são restritas às classes econômicas mais privilegiadas da população.</p>
<p>Percebe-se que os valores aqui encontrados foram semelhantes aos valores relatados por Antunes et al (2006) em pesquisa realizada com atletas brasileiros; A=58,82%; B=29,41%; C=11,76%.</p>
<p>Nesse sentido concordamos com Ferreira (2003) quando cita que mesmo que as corridas de aventura tenham sua popularidade aumentada, isso não significa dizer que há democratização com relação ao acesso a essas atividades, que continuam sendo elitistas e demandam um grande investimento para sua prática.</p>
<p>A maior parte dos entrevistados (65%) pratica regularmente algum espore de aventura, porém percebe-se que a CA tem despertado o interesse até mesmo daqueles que não tem no esporte de aventura a sua preferência, visto que 35% da amostra relataram ter preferência pelos esportes tradicionais tais como: corrida de rua, natação e ciclismo.</p>
<p>É consenso na literatura a afirmação que a qualidade de vida depende de uma análise pessoal e subjetiva, porém essa análise subjetiva tende a ser influenciada tanto por mecanismos sociais de resignação e de baixa expectativa causados pela pobreza crônica, como pelo seu inverso, isto é, a insatisfação frente à febre de consumismo desenfreado e ascendente, marca da sociedade pós-industrial. (PIRES et al, 1998). Mesmo considerando essa possibilidade temos que 83% consideram sua qualidade de vida boa, enquanto o restante (17%) considera sua qualidade de vida muito boa. Não tivemos respostas que se enquadrassem nos itens nem ruim nem boa, ruim e muito ruim.</p>
<p>Observou-se que 59% dos sujeitos observados encontram-se “satisfeitos” com a saúde, 23% encontram-se “muito satisfeitos” e 18% encontram-se “nem satisfeito nem insatisfeito”. Sabe-se que muitos problemas de saúde são provenientes da inatividade física, assim um bom nível de aptidão física parece ser imprescindível aos corredores de aventura exercendo influencia positiva na percepção de saúde. Porém é necessária uma investigação mais dirigida a esse aspecto a fim de relacionar diretamente percepção de saúde com nível de aptidão física.</p>
<p>Quanto a terceira questão do WHOQOL, que procura investigar o quanto a dor física impede o sujeito de realizar as atividades diárias, encontramos o percentual de 41% que relataram “nada”, 35% relataram “muito pouco” e 24% relataram “mais ou menos”. Deve-se ressaltar que buscamos analisar separadamente essa questão com a intenção de saber se o estresse físico e as possíveis lesões decorrentes do exercício físico intenso poderiam prejudicar os praticantes nas atividades diárias, porem diante dos resultados parece não haver essa relação, isto é, ao observarmos os resultados declarados pelos sujeitos para essa questão percebeu-se que a dor percebida não exerceu influência negativa qualidade de vida dos praticantes de corrida de aventura.</p>
<p>Em relação aos escores médios obtidos nos domínios do instrumento, observou-se que os escores médios dos domínios físico, social e meio ambiente encontram-se na chamada ‘região de sucesso’, ou seja, com pontuação superior a 71 pontos, em ambos os sexos. Nota-se um escore médio maior no domínio físico comparado com os outros domínios, tanto nos homens quanto nas mulheres.</p>
<p>É provável que os escores mais elevados no domínio físico seja em virtude de um ótimo nível de condicionamento físico necessário para a participação nas CA’s. É consenso na literatura científica que o exercício físico crônico produz benefícios nas esferas físicas e social elevando a qualidade de vida do praticante.</p>
<p><img title="Próxima página..." src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>O domínio social também apresentou valores acima de 71 pontos. O que indica as CA’s  como um espaço de construção de novas amizades e novas experiências entre os corredores. Para Ferreira (2003) as CA’s demonstram ser um potencial espaço de intercambio cultural e afetivo entre os sujeitos.</p>
<p>O domínio psicológico foi o único domínio a apresentar escore médio (68,62) fora da ‘região de sucesso’. Esse fato pode estar associado ao estresse e ansiedade experimentado durante as corridas, visto que os corredores de aventura são levados a vivenciar situações adversas de clima e relevo além de privação de sono e má alimentação. Ferreira et al (2008) relatou que nível médio de ansiedade entre corredores catarinenses,  sendo as principais causas da ansiedade a orientação no percurso, o rendimento físico da equipe, a expectativa do resultado e a expectativa com o equipamento e alimentação. Resultados semelhantes também foram encontrados no estudo de Antunes et al (2006).</p>
<p><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong><br />
O presente estudo mostrou que se trata de uma população jovem, com bom nível de escolaridade, e a maior parte da amostra pertence ao nível sócio econômico A e B.<br />
Os resultados indicaram que toda a amostra avalia sua qualidade de vida como boa ou muito boa, e ainda que 79% encontram-se satisfeitos ou muito satisfeitos com a saúde. Apenas 24% relataram que a dor física prejudica de alguma maneira suas atividades diárias</p>
<p>Os resultados do WHOQOL nos domínios físico, social e meio ambiente apresentaram dentro da “zona de sucesso”, acima dos 71 pontos, comprovando a hipótese que nessa amostra, a prática da corrida de aventura pode interferir positivamente na qualidade de vida de seus praticantes. Porém vale lembrar que não podemos generalizar esse resultado, visto que é necessário que sejam realizados mais estudos com esse enfoque envolvendo uma quantidade maior de praticantes de corrida de aventura.</p>
<p>Outro dado que chamou a atenção no estudo foi que o escore médio do domínio psicológico apresentou-se inferior aos outros domínios, nesse sentido é necessário uma investigação mais aprofundada visando detectar se essa foi uma tendência apenas nesse estudo se essa é uma tendência constante estudos com praticantes de esportes de aventura.</p>
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<p>FLECK, M. P. A. et al. Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida &#8220;WHOQOL-bref&#8221;. Rev. Saúde Pública,  São Paulo,  v. 34,  n. 2, Apr.  2000.<br />
NUNES, M. F.; FREIRE, M. C. M.. Qualidade de vida de cirurgiões-dentistas que atuam em um serviço público. Rev. Saúde Pública,  São Paulo,  v. 40,  n. 6, Dec. 2006.</p>
<p>ORLEY, J., KUYKEN, W. The Whoqol Group. The development of the World Health Organization quality of life assessment instrument (the WHOQOL). Quality of life assessment: international perspectives. Heidelberg: Springer Verlag; 1994.</p>
<p>PIRES, G. L., MATIELLO, E. J. , GONÇALVES, A. Alguns olhares sobre aplicações do conceito de qualidade de vida em educação física/ciências do esporte. Rev Bras Ciênc Esporte  set 1998;</p>
<p>SEIDL, E. M. F.; ZANNON, C. M. L. C. Qualidade de vida e saúde: aspectos conceituais e metodológicos. Cad. Saúde Pública,  Rio de Janeiro,  v. 20,  n. 2, Apr.  2004.</p>
<p>TAHARA, A. K.; SCHWARTZ, G. M.. Atividades de aventura na natureza: investindo na qualidade de vida. Revista Digital Buenos Aires- Ano 8, N. 58 Marzo de 2003. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd58/avent.htm Acesso em 20 out 2008.</p>
<p>THOMAS, J. R.; NELSON, J. K.; SILVERMAN, S. J. Métodos de pesquisa em atividade física. 5. ed. Porto Alegre,RS: Artmed, 2007.</p>
<p>ZIMMERMAN, A. C. Atividade de aventura e qualidade de vida. Um estudo sobre a aventura, o esporte e o ambiente na ilha de Santa Catarina. Revista Digital Buenos Aires- Ano 10, N. 93 Febrero de 2006. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd93/sc.htm Acesso em 20 out 2008.</p>
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		<title>Desafio Serra Fast &#8211; Canela</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 18:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resultados]]></category>

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		<description><![CDATA[Colocação Quarteto Misto 1º Desafio de Verão.com &#8211; 14h 35 min. Brigada Militar de Sapiranga – 14h 46 min. (Trio) 2º Átria &#8211; 14h52 min. 3º Não ta Morto quem Peleia – 15h 11 min. Kaapora – 15h 14 min.(desistência) G FOX – 15h 44 min. Olhos d’Águia Supermercados Miller – 15h 50 min. Serra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Colocação Quarteto Misto</strong><br />
1º Desafio de Verão.com &#8211; 14h 35 min.<br />
Brigada Militar de Sapiranga – 14h 46 min. (Trio)<br />
2º Átria &#8211; 14h52 min.<br />
3º Não ta Morto quem Peleia – 15h 11 min.<br />
Kaapora – 15h 14 min.(desistência)<br />
G FOX – 15h 44 min.<br />
Olhos d’Águia Supermercados Miller – 15h 50 min.<br />
Serra Grande – 15h 55 min.<br />
Camboatá – 17h 15 min.</p>
<p><strong>Colocação Duplas</strong><br />
1º Os Graxains – 13h 52 min.<br />
2º Família Extrema Kids – 14h 16 min.<br />
3º Família Extrema – 14h 19 min.<br />
3º Mistura Explosiva – 14h 19 min.<br />
Portal Adventure-se – 14h 43 min.<br />
Gaudério Adventure – 14h 43 min.<br />
Empurra Bike – 14h 46 min.<br />
Arco-Flecha – 14h 53 min.<br />
Bike Sport Aventura – 14h 59 min. (desistência)<br />
Bike Sport Aventura II – 14h 59 min. (desistência)<br />
Bike Sport Aventura III – 14 59 min. (desistência)<br />
Balança Mais Não Cai – 15h 02 min.<br />
Academia Ciclo Adventure – 15h 10 min. (mista)<br />
Saitriz Adventure – 15h 28 min. (mista)<br />
Expedição Sul Aventura – 15h 40 min.<br />
Mascredo! – 15h 40 min.<br />
Vitta Vergueiro Academia – 15h 45 min.<br />
Pégasus<br />
Mato Seco<br />
Sem Rumo<br />
Família Papaventura<br />
Fênix GV</p>
<p><strong>Solo</strong><br />
1º Pereira – 13h 52 min.<br />
2º Poanoas – 14h 46 min.<br />
3º Fabrício Mateus de Mello – 15h 45 min.<br />
Marcos Oliveira – Comendo Poeira<br />
Rodrigo Zanadrea – Só as Autoridades<br />
Vonaaventura<br />
Jonatas ASM</p>
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		<item>
		<title>Análise de variáveis fisiológicas e ambientais durante uma corrida de aventura</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 01:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cientifico]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia]]></category>

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		<description><![CDATA[autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal Monografia apresentada ao Curso de Educação Física do Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH, como requisito parcial à obtenção do título de bacharel e licenciado em Educação Física. Área de concentração: Saúde Orientador: Ph.D Fabiano Trigueiro Amorim 1. Introdução Criada na década de 1980, na Nova Zelândia, a Corrida de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>autor: Carlos Eduardo Guedes Vidal</p>
<p>Monografia apresentada ao Curso de Educação Física do Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH, como requisito parcial à obtenção do título de bacharel e licenciado em Educação Física.</p>
<p>Área de concentração: Saúde<br />
Orientador: Ph.D Fabiano Trigueiro Amorim</p>
<p><strong>1. Introdução</strong><br />
Criada na década de 1980, na Nova Zelândia, a Corrida de Aventura é uma competição que tem como objetivo percorrer uma distância pré-determinada realizando diversas modalidades esportivas como: mountain bike, trekking, canoagem, técnicas verticais, cavalgada, patins, dentre outras. As provas de corrida de aventura pode ser divididas em corridas de velocidade (&lt;6 hoas), corridas intermediárias (6-12 horas), corridas longas (12-36 horas) e corridas de expedição (&gt;36 horas). Os eventos de Corrida de Aventura podem exceder mais de 100 horas de duração levando os competidores ao limite da exaustão. Freqüentemente, os atletas competem por dias seguidos sem descanso e limitadas horas de sono. As equipes são formadas geralmente por 4 atletas sendo um integrante do sexo oposto (TOWNES, 2005). Vence a equipe que percorrer, sem dispersar, a maior distância ou todo os percursos programados, passando pelos postos de controle previamente estabelecidos pela organização da prova (ASHLEY et al., 2006; LUCAS et al., 2008).</p>
<p>O local específico das Corridas de Aventuras bem como o terreno que os atletas irão percorrer é disponibilizado poucas semanas antes da competição, tornando difícil a preparação específica dos atletas para o evento (FORDHAM; GARBUTT; LOPES, 2004).</p>
<p>Dentro de uma mesma equipe encontram-se atletas com diferentes aptidões físicas e técnicas (LUCAS et al., 2008). As demandas fisiológicas durante a competição são extremas, levando grande número de competidores a desistirem e abandonarem a prova (FORDHAM; GARBUTT; LOPES, 2004; ZALCMAN et al., 2007).</p>
<p>A corrida de aventura tem se tornado um esporte popular Greenland (2004) e a literatura atual disponível não contempla as características fisiológicas e ambientais ocorridas nas competições. Essa falta de informação é provavelmente devido ao seu desenvolvimento relativamente recente, aos locais remotos dos eventos, a falta de conhecimento prévio sobre o percurso e as limitações associadas com a coleta de dados no campo (LUCAS et al., 2008).</p>
<p>1.1 Objetivos</p>
<p>1.1.1 Objetivo Geral:</p>
<p>Analisar as variáveis fisiológicas e ambientais de atletas durante uma corrida de Aventura.</p>
<p>1.1.2 Objetivo Específico:</p>
<p>- Registrar e analisar a freqüência cardíaca dos atletas durante o percurso;<br />
- Analisar o gasto calórico dos atletas durante a competição;<br />
- Calcular a perda de massa corporal dos atletas;<br />
- Registrar a ingesta alimentar dos atletas durante a corrida;<br />
- Medir o estresse térmico durante a competição.</p>
<p>1.2 Justificativa</p>
<p>Com essa investigação esperamos identificar o estresse fisiológico que os atletas estão sendo submetidos e proporcionar subsidio para elaboração de treinamentos futuros e específicos para essa “recente” modalidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. Desenvolvimento</strong></p>
<p>2.1 Revisão de Literatura</p>
<p>2.1.1 Histórico da Corrida de Aventura</p>
<p>Inspirado nas corridas multi-esportivas realizadas na Nova Zelândia na década de 1980, o repórter francês Gerard fuzil, criou a primeira Corrida de Aventura, o Raid Gauloises (The Raid), considerada a primeira corrida oficial descrita. O evento foi realizado junto à natureza, onde equipes de atletas de ambos os sexos percorreram áreas remotas realizando modalidades esportivas como corrida de montanha, técnicas verticais, remo, orientação e mountain bike. (Adamson, 2004)</p>
<p>De acordo com sítio especializado (Adventuremag, 2000), a segunda corrida de aventura foi a Southern Traverse, em 1991. Posteriormente, em 1995, Mark Burnett, empresário e competidor das duas edições anteriores do The Raid, criou o Eco-Challenge e firmou uma parceria com o Discovery Channel para transmitir o evento em todo o mundo. O primeiro Eco-Challenge aconteceu no estado de Utah, nos Estados Unidos da América, e conseguiu atrair a atenção de patrocinadores e novos adeptos do esporte. Desde então, o Eco-Challenge foi realizado na Colúmbia Britânica, Marrocos, Argentina, Malásia, Nova Zelândia e a mais recente edição aconteceu em Fiji, em 2002.</p>
<p>Recentemente, tem havido um aumento na popularidade de Corridas de Aventura nos Estados Unidos e em todo o mundo, com o número crescente de eventos e de participantes a cada ano, principalmente eventos mais curtos de 1 a 2 dias de duração. (Townes et al., 2004)</p>
<p>No Brasil, a corrida de aventura surgiu após Alexandre Freitas ter participado de uma edição do Eco-Challenge (1997). Alexandre Freitas criou a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA), organizadora da primeira Corrida de Aventura brasileira, denominada Expedição Mata Atlântica &#8211; EMA. A primeira edição da EMA aconteceu em 1998, com duração de 3 dias e um percurso de 220 km de distância. Nesse mesmo ano, o Brasil foi representando pela primeira vez no Eco-Challenge com a equipe mineira Brasil 500 anos (ADVENTUREMAG, 2000). No ano de 1999 a EMA se deslocou do litoral norte para o litoral sul de São Paulo e aumentou de tamanho, passando a ter um percurso de 400 km e até 5 dias de duração (ADVENTUREMAG, 2000).</p>
<p>Com a popularização do esporte no país, começaram a surgir vários eventos, possibilitando um número maior de pessoas ingressarem no esporte. As corridas com 1 ou 2 dias de duração possibilitaram a participação dos atletas de final de semana que não dispunham de tempo e recursos financeiros para o treinamento e competição sistematizados (ADVENTUREMAG, 2000).</p>
<p>Atualmente a maior Corrida de Aventura no Brasil é o Ecomotion-Pro, que teve sua ultima edição realizada em outubro de 2008 nos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão. A corrida teve um percurso de aproximadamente 530km e até 6 dias de duração (ECOMOTION, 2008).</p>
<p>2.1..2 Parâmetros fisiológicos da Corrida de Aventura</p>
<p>2.1.2.1 Características dos Atletas</p>
<p>Alguns estudos apresentaram as características físicas e fisiológicas dos atletas de Corrida de Aventura. Em estudo realizado por Ashley et al. (2006), antecedendo uma prova de 300 milhas, os autores analisaram 86 atletas de corrida de aventura e demonstraram a presença de um grupo com características físicas e fisiológicas heterogêneas. Esse estudo descreveu desde atletas profissionais com baixo percentual de gordura e excelentes condições cardio respiratórias a esportistas com elevado percentual de gordura, e condições cardio respiratórias normais assemelhando-se a atletas recreacionais.<br />
Na etapa do mundial de Corrida de Aventura, de 2003, na Nova Zelândia, foram traçados o perfil das características de 12 atletas, 4 atletas da elite mundial, 4 atletas intermediários e 4 atletas novatos (Tabela 1).</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="tabela1" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela1.jpg" alt="" width="680" height="489" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Nesse estudo, mais uma vez, confirma que dentro de uma mesma competição é encontrado perfis variados das características dos atletas participantes.</p>
<p>Durante uma simulação, em laboratório, de uma Corrida de Aventura baseada nas distâncias da prova internacional Ecomotion Pro 2003 (477 km), foram coletadas as medidas antropométricas e VO2pico de 7 atletas. Verificaram-se as seguintes médias: 31 anos, 75,4 kg, 174,7cm de estatura, 13,5% de massa gorda, 24,7, VO2pico na bicicleta de 54,7ml.Kg-1, VO2pico na corrida de 54,9ml.min-1.kg-1. (ZIMBERG et al., 2008). Embora foi relatado o percentual de gordura dos voluntários, a interpretação deste resultado deve ser cuidadosa já que a amostra foi composta de homens e mulheres. Um dado curioso deste estudo, foi que a medida de VO2pico não foi diferente entre o teste realizado na esteira ou na bicicleta.</p>
<p>Num quarto estudo que tinha como objetivo verificar os escores referentes à escala de dependência de exercício, qualidade de vida, bem como os escores indicativos de humor em atletas de corrida de aventura, 17 atletas de ambos os sexos com histórico de prática da modalidade de pelo menos três anos, com experiência em provas nacionais e internacionais e que figuram nas primeiras posições do ranking brasileiro apresentaram a seguintes características (média ± desvio-padrão):  da idade 31,11 ± 6,30 anos; estatura 1,73 ± 0,07cm; massa corporal 70,75 ± 7,96kg; índice de massa corpórea (IMC) 23,48 ± 1,48kg/m2; e consumo de oxigênio de 58,70± 6,63ml.min-1.kg-1 (ZIMBERG et al., 2008).</p>
<p>De acordo com os estudos acima, os atletas de corrida de aventura apresentam perfis variados podendo, numa mesma competição, participarem atletas profissionais em condições físicas de atletas de elite de outras modalidades e indivíduos com pouca experiência e não tão bem condicionados, demonstrando um perfil bastante heterogêneo desta modalidade esportiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2.1.2.2 Respostas cardiorespiratórias durante a prova</p>
<p>Em um estudo realizado durante a Transalp Challenge 2004, uma maratona de 8 dias de Mountain Bike, demonstrou que durante o percurso de 662km a média da frequência cardíaca (FC) dos atletas foi de 85% da FC máxima e em 36% do total do percurso foi mantido em zona de alta e muito alta intensidade, maior que 90% FC máxima. O estudo mostrou que esta corrida é fisiologicamente muito exigente, que envolve tanto o sistema de energia aeróbia quanto anaeróbia (WIRNITZER e KORNEXL, 2008).</p>
<p>Em um único artigo publicado na literatura descrevendo uma prova de Corrida de Aventura, Lucas et al. (2008) analisou a FC média durante a corrida internacional Southern Traverse. O percurso consistiu de 411 Km, com duração de 5 dias (120 horas), dividido em 14 fases aleatórias de trekking (3, 27, 70, 14 km), kayaking (22, 35, 25, 28 km), mountain bike (50,52, 40, 17 km), e coasteering (16, 12 km) realizado na Nova Zelândia.  A temperatura ambiental variou entre 5,2ºC e 22,3ºC. A freqüência cardíaca (FC) média de 12 atletas durante a corrida foi de 64% da FC máxima caindo para 41% nas 24 horas subseqüentes a prova e que em 80% do tempo da competição a freqüência cardíaca manteve-se abaixo de 60% da FCmáx. Estes dados estão representados na figura 1.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-68" title="grafico1" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico1.jpg" alt="" width="675" height="515" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como podemos observar, com o único dado disponível na leteratura atual, as respostas cardio respiratórias são baixas caracterizando uma atividade de média intensidade durante os cinco dias de provas, com picos esporádicos de FC elevadas, podendo ser mais facilmente observado no início da competição.</p>
<p>2.1.2.3 Desidratação durante esporte de ultra-resistência</p>
<p>Em estudo realizado por Townes et al. (2004), em 248 corredores, durante a  corrida de Aventura de nível internacional (Subaru Primal Quest Expedition Adventure Race™), envolvendo corrida, mountain bike, canoagem, técnicas verticais e orientação realizada no Estados Unidos em julho de 2002, os autores descreveram incidência de lesões e de doenças ocorridas ao longo dos 380 km de percurso. A temperatura diária média foi de 26.6°C com variações de 24–28°C. A temperatura mínima média foi de 12°C (53.9°F) com uma variação entre 9–16°C. A umidade média foi de 48.9% variando de 38.0–62.0%. Curiosamente, o estudo reportou que 25% das desistências e abandonos da prova foram atribuídas a desidratação.</p>
<p>As corridas de aventura se assemelham pela sua duração com provas de ultra-resistência. Segundo revisão de literatura de Murray (1996), mesmo baixos níveis de desidratação (por exemplo, menos de 2% de perda de peso corporal) podem prejudicar o sistema cardiovascular e a resposta termorregulatória e reduzir a capacidade de realizar exercício. O calor também reduz a capacidade do atleta de treinar e competir, um efeito que pode ser independente do estado de hidratação. Mesmo que os atletas estejam bem hidratados, clima quente, por si só, pode reduzir o desempenho. O ótimo desempenho só é possível quando a desidratação e a hipertermia são minimizados através da ingestão de adequados volumes de fluidos durante o exercício. Recentes pesquisas têm demonstrado que o consumo do volume de fluidos aproximado ao volume da perda de suor mantém importantes funções fisiológicas e melhora significativamente o desempenho exercício, mesmo durante o exercício durando apenas 1 hora.</p>
<p>De acordo com Antunes (2006), a Corrida de Aventura é uma prova bastante exigente que associa não apenas um bom condicionamento físico, mas também um grande componente cognitivo, planejamento e a capacidade de trabalhar e permanecer em grupo. Além disso, durante toda a prova, os atletas são submetidos às mais diversas situações que variam desde alterações ambientais severas (calor, frio), privação do sono, cansaço, fadiga e até a redução do consumo alimentar e hídrico.</p>
<p>Segundo Kao et al. (2008), em estudo realizados em ultramaratonas de 12h e 24h, demonstrou que a perda hídrica em relação ao peso corporal foi de 2,8% nas corridas de 12h e de 5% na de 24h e em 26% dos atletas chegou a exceder  7% do peso corporal. Ele também ressalta que todos os atletas que tiveram um bom desempenho correndo mais de 200km nessa prova tiveram desidratação superior a 7% do peso corporal. Em ambas as ultramaratonas as diminuições de peso ocorreram principalmente durante as primeiras 8 horas, com o mais rápido declínio ocorrido entre 0 e 4 horas. Na ultramaratona de 24h, uma perda de peso considerável ocorreu entre 16 e 20 horas. Embora nenhum estudo anterior tenha medido o nível de desidratação durante uma prova de Corrida de Aventura, por suas características pode-se prever uma alta incidência de indivíduos desidratados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2.1.2.4 Gasto Energético</p>
<p>De acordo com Zimberg et al. (2008), durante as Corridas de Aventuras, os atletas têm múltiplas áreas de transições para que os seus equipamentos e suprimentos nutricionais sejam fornecidos pela equipe de apoio. Devido as diferentes modalidades esportivas envolvidas, a distância de cada percurso, o relevo das provas, a estratégia de cada equipe e as exigências nutricionais variam entre os eventos.</p>
<p>Durante a simulação de uma Corrida de Aventura, em laboratório, o gasto energético foi estimado baseando-se no consumo de oxigênio. Este foi estimado a partir dos batimentos cardíacos registrados por monitores cardíacos, utilizados pelos atletas durante a corrida. A média de ingestão energética foi de 14.738 kcal e um gasto de 24.516 kcal, resultando em um déficit energético de 9.779kcal. A média do gasto de energia por hora de atividade foi de 365 kcal. (Zimberg et al., 2008)</p>
<p>Estudo realizado durante a corrida de ultra-resistência, Race Across América, em 2003, o gasto energético foi registrado continuamente, por monitor de freqüência cardíaca. Observou-se que o campeão dessa competição teve um gasto calórico total de 179.650 kcal e sua ingestão total foi de 96.124 kcal evidenciando uma deficiência de 83.526kcal ao final dos dez dias de prova (KNECHTLE; ENGGIST; JEHLE, 2005).</p>
<p>2.2 Metodologia</p>
<p>2.2.1 Amostra<br />
Foram selecionados 9 atletas de Corrida de Aventura, competidores há mais de 3 anos: 5 do sexo masculino e 4 do sexo feminino. Foram excluídos da análise 3 atletas, por não completar a prova e apresentarem problemas com o Monitor de Freqüência Cardíaca (MFC) e nos registros dos inquéritos alimentares durante a competição. Portanto, os voluntários analisados foram 4 do sexo masculino e 2 do sexo feminino com média de idade de 30 (±3,1)anos, estatura 169 (±7,0) cm, peso 66,40± (10,6) kg.</p>
<p>2.2.2 Instrumentos<br />
Para o registro da freqüência cardíaca (FC) foi utilizado o MFC da marca Polar ® modelo AXN 500, que registrou a FC a cada 60 segundos.<br />
A massa corporal foi medida utilizando-se uma balança digital marca Sanitas, modelo SBG 20, com limite de 150 kg e escala de graduação de 0,1 kg. Os voluntários foram pesados descalços, vestindo apenas a camiseta e a bermuda, que apresentam peso médio de 320 grs, medida esta realizada em uma balança digital Plenna, modelo Grey, com capacidade de 2 kg e graduação de 1gr.</p>
<p>A estatura foi obtida com a utilização de uma trena marca Tramontina, de 3m, graduação de 1cm, modelo 43150/303, estando o voluntário descalço encostados na parede sem rodapé.<br />
Foram mensuradas 9 dobras cutâneas utilizando plicômetro Cescorf com graduação de 1mm.</p>
<p>A condição térmica do ambiente da prova foi medida através de um monitor de estresse tremico (Metrosonic HS3700). Este equipamento mede a temperatura seca, úmida e de globo, e permite o cálculo do índice do Bulbo Úmido, Seco e Termômetro de Globo (IBUTG).</p>
<p>Para o cálculo da ingestão das calorias totais foi utilizado o software Diet Pro® 4.0.</p>
<p>2.2.3 Procedimentos<br />
Inicialmente foram selecionados 9 atletas, praticantes a mais de 3 anos da modalidade para participarem do estudo. Os atletas foram previamente contatados por telefone para que se pudesse saber se atenderiam às condições necessárias à pesquisa. Foram dadas explicações detalhadas dos procedimentos do estudo e sondado o real interesse na sua participação.<br />
O estudo foi executado durante a primeira etapa do Circuito das Grutas, valendo pelo ranking Brasileiro de Corrida de Aventura. A corrida foi realizada na cidade de Sete Lagoas -MG, e municípios adjacentes, em 21 de março de 2009. Seu percurso completo teve distância aproximada de 200 km divididos em 8 trechos, Mountain Bike (6, 50, 80 km), Trekking (5, 40, 12 km), Canoa Canadense (7 km) e Bike and Roller (5km). Cada trecho foi separado por uma zona de transição para troca de modalidade onde a equipe recebia alimento e suporte de uma equipe de apoio. As anotações de quantidades dos alimentos e líquidos ingeridos, bem como da temperatura local foram realizadas nessas áreas de transição.<br />
Os voluntários que foram selecionados e aprovados para participarem da pesquisa, assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO A).</p>
<p>Para as avaliações do VO2max, utilizou-se um teste de campo de acordo com o protocolo corrida de campo de 1 milha e meia duas semanas antecedentes à prova. Também foram medidas a altura, massa corporal e pregas cutâneas. Foram utilizadas as nove e as medidas foram realizadas de acordo com Jackson e Pollock (1985).Os valores de dobras obtidos foram somados e os resultados estão apresentados na tabela1.</p>
<p>A massa corporal também foi medida antes da largada e logo após o término da prova e os voluntários foram orientados a esvaziar as bexigas. Após serem pesados, antes da largada, cada atleta recebeu um monitor de freqüência cardíaca, que foi instalado pelo pesquisador, além de receberem orientações para manter o equipamento no local ajustado. O relógio foi travado para evitar acionamentos desnecessários. O MFC foi instalado no tórax, na altura do processo xifóide do esterno, em cada atleta, pelo pesquisador e o relógio no punho de preferência do atleta.</p>
<p>Ao término da competição, na linha de chegada, à medida que cada atleta chegava era abordado pelo pesquisador, o MFC era retirado do tórax dos atletas. Os dados gerados pelos MFC’s foram transferidos para um computador e analisados pelo software Polar Pro Trainer 5®. Este software, dentre inúmeras informações, apresenta a FC máxima e a FC média durante todo o tempo de uso e em cada zona ou faixa de esforço, registrada a cada 60 segundos em tabela numérica e visualizado em gráfico com separação de zonas de esforço.<br />
Cada atleta, nas áreas de transição, relatava o que haviam ingerido durante o percurso bem como o total de líquidos ingeridos. Para cálculo da ingestão das calorias totais foi utilizado o software Diet Pro® 4.0, e o líquido ingerido era calculado pela diferença entre o líquido levado em reservatório graduado (Camelback®) e o retornado. A temperatura do local de prova foi medida a cada hora do dia.</p>
<p>2.2.4 Análise estatística<br />
A análise estatística foi feita de forma descritiva, caracterizando a amostra em função das variáveis selecionadas. Os resultados serão apresentados em gráficos, tabelas e texto dissertativo.</p>
<p>2.2.5 Cuidados éticos<br />
Foram tomados cuidados éticos inerentes a um trabalho de pesquisa de campo. Todos os voluntários foram informados sobre os objetivos e procedimentos da pesquisa. Os princípios do anonimato e da voluntariedade da participação dos envolvidos neste estudo serão plenamente respeitados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. Resultados</strong></p>
<p>As características antropométricas dos participantes deste estudo estão representadas, de forma descritiva, na Tabela 2.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-69" title="tabela2" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela2.jpg" alt="" width="668" height="335" /></a></p>
<p>Seis atletas concluíram o percurso completo (aproximadamente 200km) da competição. Os atletas 1, 2, 3 e 4  pertencentes à mesma equipe gastaram 24 horas e 43 miutos e os atletas 5 e 6 completaram em 19 horas e 32 minutos e 28 horas 20 minutos, respectivamente.<br />
A temperatura ambiental medida a cada horas através do termêmotro de bulbo úmido (WB), bulbo seco (DB) e temperatura de globo (GT) estão apresentadas no Gráfico 2.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-70" title="grafico2" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico2.jpg" alt="" width="643" height="299" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Gráfico 3, temos o percentual do tempo de permanência em determinadas zonas de esforço (FC) dos participantes do estudo, de acordo com faixas pré-estabelecidas pelo software Polar Pro Trainer 5 ®.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-71" title="grafico3" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico3.jpg" alt="" width="640" height="320" /></a></p>
<p>Em média foram ingeridas 5651 kcal durante o percurso total de prova, onde 80% dessas calorias foram obtidas a partir dos carboidratos, 6% das proteínas e 14% das gorduras, podendo ser observado com mais detalhes na tabela 3.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72" title="tabela3" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela3.jpg" alt="" width="527" height="363" /></a></p>
<p>Os 6 atletas tiveram um gasto calórico superior a quantidade de calorias ingeridas durante o percurso, criando um déficit de aproximadamente 7597 kcal. A ingestão média foi de 43% do total de kcal despendidas. Estas informações podem ser visualizadas na figura 4 e figura 5.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-73" title="grafico4" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico4.jpg" alt="" width="641" height="348" /></a></p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-74" title="grafico5" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/grafico5.jpg" alt="" width="653" height="389" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na tabela 4 podemos observar as quantidades de líquidos ingeridos pelos participantes e  no gráfico 6 a perda de massa corporal ao final da prova.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="tabela4" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2009/08/tabela4.jpg" alt="" width="568" height="539" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4. Discussão </strong></p>
<p>Esse é o primeiro estudo em campo, realizado no Brasil, que analisou a variáveis fisiológicas e ambientais durante uma corrida de aventura real. Os principais achados deste estudo são os seguintes: aproximadamente 50% do tempo total de exercício foi realizado numa intensidade de exercício acima de 70% da FC máxima; embora as condições térmicas do ambiente não foram extremas os atletas apresentaram durante a prova diferenças no peso coporal de menos de 1 kg a 4,5kg aproximadamente; e a ingesta calórica total não foi suficiente para suprir metade das calorias gastas na prova.</p>
<p>Podemos observar que a FC analisada  durante a competição demonstrou uma intensidade média de esforço, ficando 75% do tempo abaixo dos 80% da intensidade máxima, esses mesmos achados são apresentados em outro estudo (LUCAS et al., 2008). Uma justificativa seria a incapacidade de manter níveis elevados de intensidade longas horas contínuas de atividade.</p>
<p>Durante a corrida de aventura analisada mediu-se as temperaturas no transcorrer da competição e a partir delas podemos perceber provável interferência destas na perda de líquidos corporais para manutenção da temperatura corpora e massa corporal. No presente estudo podemos observar que o atleta que mais apresentou perda de massa corporal foi o que menos líquidos  ingeriu e curiosamente foi o que demorou mais tempo a completar a prova, dentre os atletas estudados.</p>
<p>Em estudos sobre atividades de ultra-resistência uma conclusão comum é a constatação de uma elevada perda de massa corporal após a competição (MURRAY, 1996; KAO et al., 2008). Embora não exista dado específico sobre perda de massa corporal durante corrida de aventura, o presente estudo apresentou  similaridades nesse aspecto, com perdas de até 4,5kg da massa corporal nos atletas.</p>
<p>A ingestão de nutrientes durante a competição foi em média 5651Kcal e o gasto energético 13248Kcal criando um déficit de 7597Kcal, 43%, esse fato é encontrado em outro estudo, Zimberg et al. (2008) demonstra que durante simulação de uma corrida de Aventura os atletas também tiveram déficit  na ingestão calórica, 40%.  A ingestão de carboidratos pelos atletas foi em média 80% apontando para uma tentativa de manter as reservas de glicogênio e o prolongamento do exercício físico, ao contrario da conclusão do estudo de  Zimberg et al. (2008) que evidenciou uma ingestão inadequada de carboidratos e uma alta quantidade de proteína e gorduras.</p>
<p>A média dos níveis de VO2 dos atletas encontrados no presente estudo  foram de 53,3ml.min-1.kg-1 e valores bem parecidos 53,9ml.min-1.kg-1 foram descritos na literatura (LUCAS et al., 2008). O perfil antropométrico se assemelha a estudos existentes,  caracterizando uma classe heterogenia de competidores na Corrida de Aventura(LUCAS et al., 2008).</p>
<p>Foi um trabalho difícil de ser realizado devido a dificuldade da logística da prova. Lugares de difícil acesso e trajeto revelado horas antes do início da competição dificultam um plano de ação nas coletas de dados. A falta de um número maior de equipamentos como cardiofreqüêncímetros, limitaram o n amostral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5. Conclusão</strong></p>
<p>As informações obtidas no presente estudo podem contribuir para melhorar  a compreensão das necessidades  nutricionais dos atletas durante uma Corrida de Aventura, uma vez constatado que a ingesta calórica ao longo da prova representa aproximadamente 1/3 da demanda energética de cada atleta durante a competição.</p>
<p>Os valores da FC registrados durante a primeira etapa do Circuito das Grutas 2009, mostrou que esse evento de ultra-resistência é fisiologicamente muito exigente e envolvendo sistemas energéticos diferentes.</p>
<p>Esses resultados podem ser úteis para a concepção adequada de programas de treinamento e desenvolver específicas intervenções nutricionais para manter as demandas físicas e fisiológicas nesse tipo de evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
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<p>ANTUNES, H. K. M. et al. <strong>O estresse físico e a dependência de exercício físico.</strong> Revista Brasileira Med Esporte, Vol. 12, Nº 5, p. 234-238, Set/Out , 2006.</p>
<p>ASHLEY, E. A. et al. <strong>Angiotensin-Converting Enzyme Genotype Predicts Cardiac and Autonomic Responses to Prolonged Exercise.</strong> Journal of the American College of Cardiology. Vol. 48, No. 3, p.523–531, Ago. 2006.</p>
<p>ECOMOTION Disponível em http://www.ecomotion.com.br/ecomotionpro2008/eco.esp  &gt; Acessado em: 05/04/09.</p>
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<p>KAO, W. F. et al. <strong>Athletic Performance and Serial Weight Changes During 12- and 24-Hour Ultra-Marathons</strong>. Clin J Sport Med,Vol. 18, No. 2, p.155–158, Mar. 2008.</p>
<p>LUCAS, S. J. E. et al. <strong>Intensity and physiological strain of competitive ultra-endurance exercise in humans</strong>. Journal of Sports Sciences. Vol. 26, p.477 – 489 Mar. 2008.</p>
<p>MURRAY, R. <strong>Dehydration, Hyperthermia, and Athletes: Science and Practice</strong>. J Athl Train. Vol. 31 No. 3, p. 248–252, Jul &#8211; Set 1996.</p>
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		<title>Qualidade de vida em corredores de aventura</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 16:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cientifico]]></category>

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		<description><![CDATA[autor: Rodrigo Lacerda Alves RESUMO O presente estudo teve como objetivo conhecer e avaliar a qualidade de vida dos praticantes de corrida de aventura do estado de Sergipe. Foram avaliados 17 sujeitos com média de idade média de 29 + 6,33 anos. Os dados foram coletados por meio dois questionários: CCEB &#8211; Critério de Classificação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>autor: Rodrigo Lacerda Alves</p>
<p>RESUMO<br />
O presente estudo teve como objetivo conhecer e avaliar a qualidade de vida dos praticantes de corrida de aventura do estado de Sergipe. Foram avaliados 17 sujeitos com média de idade média de 29 + 6,33 anos. Os dados foram coletados por meio dois questionários: CCEB &#8211; Critério de Classificação Econômica Brasil, questionário organizado pela ABEP objetivando a classificação do grupo conforme o nível socioeconômico; e o WHOQOL BREF, elaborado por Organização Mundial de Saúde (OMS), o qual contempla os domínios: físico, psicológico, social e meio ambiente. Os resultados indicaram que 100% da amostra avaliaram sua qualidade de vida como boa ou muito boa, e que 79% encontram-se satisfeitos ou muito satisfeitos com a saúde. Quanto aos escores do WHOQOL-BREF, o domínio físico apresentou escore mais alto 82,14 +11,71, enquanto o domínio psicológico apresentou escore mais baixo 68,62 + 8,48.</p>
<p>Palavras- chave: Qualidade de vida, WHOQOL-BREF, nível sócio econômico, corrida de aventura.</p>
<p><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>As modalidades de aventura na natureza têm crescido muito nos últimos anos, e popularizam-se sob a forma de esportes de aventura  e ecoturismo. Enquanto o primeiro caracteriza-se por serem praticados tanto na forma de aventuras individuais quanto de maneira competitiva; o segundo vem sendo explorado por empreendimentos comerciais. (SPINK, 2005)<br />
É interessante atentar que ambos utilizam a natureza como pano de fundo para suas atividades, porém no ecoturismo a segurança, equipamentos e conhecimentos específicos ficam a cargo dos instrutores que conduzem a atividade, e nos esportes de aventura esses fatores devem ser controlados pelos próprios praticantes (ZIMMERMAN, 2006).</p>
<p>Dentre os esportes de aventura, destaca-se a Corridas de Aventura (CA), modalidade que mescla, numa só competição, diversos esportes de aventura: mountain bike, canoagem, natação, treeking , orientação, técnicas verticais, entre outros. Segundo Ferreira (2003) CA é uma forma de competição em que participam equipes mistas, composta de atletas de ambos os sexos, dispostas a cumprir as regras para alcançar um objetivo em menor tempo possível, exigindo o máximo de resistências físicas e mentais.</p>
<p>Outro fator determinante nas CA’s é a navegação. Os atletas devem estar aptos a se orientarem em locais pouco explorados da natureza, apenas com o auxílio de bússolas e dos mapas topográficos fornecidos pela organização da corrida.  Nesses mapas estão destacados os  PC’s  e AT’s . As equipes devem escolher o caminho a ser seguido para atingir esses pontos, ou seja, o percurso da prova não é determinado cabendo a equipe optar pelo melhor trajeto.</p>
<p>A CA surgiu na Nova Zelândia nos anos 80 e rapidamente se espalhou para outros continentes como a América e Europa. No Brasil a primeira corrida aconteceu em 1998, idealizada pelo paulista Alexandre Freitas que após ter participado de uma prova na Nova Zelândia, voltou ao Brasil e realizou a Expedição Mata Atlântica (EMA) em que o conceito era unir esporte, aventura e preservação ambiental. (FERREIRA, 2003).</p>
<p>Inicialmente as CA’s envolviam mais de dez dias de duração, e distancias chegavam a 500 km, eram verdadeiros ralis humanos.   Com a popularização do esporte surgiram corridas com distancias menores entre 50 a 200 km, também foi alterada a formação das equipes que passou a permitir trios, duplas e a categoria solo, individual.</p>
<p>As corridas de aventura caracterizam-se por unir o forte componente físico mental e cognitivo, levando o indivíduo a testar ou mesmo redefinir os próprios limites. É necessário além de conhecimento técnico das diversas modalidades que compõe a corrida, um ótimo nível de treinamento físico para suportar longos períodos de exercício. Durante as corridas os praticantes ficam privados de sono, de uma boa alimentação, muitas vezes com hidratação inadequada, e ainda enfrentam condições adversas de clima e de relevo. A capacidade de suportar um intenso desgaste psicofísico e um bom planejamento é fundamental para um bom desempenho na prova.</p>
<p>Nesse sentido as corridas de aventura inauguram uma nova abordagem de competição esportiva, rompendo com os esportes tradicionais.  A formação de equipes mista, em que homens e mulheres competem na mesma categoria é uma das inovações desse esporte.</p>
<p>Para Ferreira (2003) o surgimento desse tipo de competição está relacionado com as transformações sociais que emergiram com maior intensidade a partir dos anos 80, rompendo com o paradigma racionalista da modernidade que apontava para um desenvolvimento linear e ilimitado para a condição humana.  Para esse autor vivemos um período em que a perda de valores e mudanças no estilo de vida da sociedade possibilita ressignificar alguns conceitos. Assim, o conceito de competitividade e natureza ganha diferentes formas e manifestações nas corridas de aventura.</p>
<p>Spink et al (2005) afirma que o trabalho em equipe, a resistência, o espírito de aventura, a compaixão e a consciência ecológica são os ingredientes principais das CA’s. Para Ferreira (2003) o compartilhar de novos sentimentos e emoções denota a possibilidade de transformações no que se refere a forma de relacionamento entre os indivíduos.</p>
<p>A consciência ecológica aliada à responsabilidade social são elementos marcantes nessas competições. O respeito à natureza e ao ser humano se faz presente através de ações ambientais e sociais que visam apoiar as comunidades locais e o meio ambiente. É comum durante a corrida uma tarefa em que seja realizada uma ação efetiva em apoio aos moradores da região onde acontece a prova.</p>
<p>Tahara e Schwartz (2003) apontam que as atividades de aventura na natureza podem levar a uma melhoria na qualidade de vida de seus praticantes, porém não foi encontrado nenhum estudo que associasse corrida de aventura e qualidade de vida, visto que muito tem se falado a respeito das mesmas, porém poucos são os estudos científicos que interrogam e investigam o esporte.<br />
De acordo com Fleck (1999) o termo qualidade de vida tem sido utilizado na área médica, como sinônimo de “condições de saúde” e “funcionamento social”, estando centrado na percepção subjetiva dos pacientes sobre o estado de saúde e sua capacidade de viver plenamente.</p>
<p>Seidl e Zannon (2004) afirmam que buscando conceituar qualidade de vida devem-se considerar dois aspectos: subjetividade, relacionada com a percepção da pessoa sobre o seu estado de saúde e sobre os aspectos não-médicos do seu contexto de vida; e multidimensionalidade, referindo ao reconhecimento de que a qualidade de vida deve ser avaliada por diferentes dimensões. Nesse sentido o termo qualidade de vida é mais amplo e envolve diferentes dimensões como física, psicológica, social e ambiental; incluindo, porem não se limitando às condições de saúde.</p>
<p>O grupo Qualidade de vida da OMS definiu qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. (ORLEY e KUYKEN, 1994)</p>
<p>Diante do exposto surgem alguns questionamentos como: será que a corrida de aventura pode interferir positivamente na qualidade de vida de seus praticantes?  Ou será que diante das adversidades de uma corrida somado ao estresse físico e mental pelo qual os corredores sofrem a percepção de qualidade de vida pode ser prejudicada?<br />
Partindo destas colocações, o presente estudo tem como objetivo identificar a percepção de qualidade de vida dos praticantes de Corrida de Aventura do Estado de Sergipe.</p>
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		<title>Lista de inscritos na Carrasco &#8211; Bahia de Todos</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 20:39:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carrasco 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[A Corrida de Aventura Carrasco é um evento que tem como premissa &#8211; entre muitas outras &#8211; divulgar as belezas da caatinga, disseminar a consciência ambiental, proporcionar grandes emoções e experiências inesquecíveis aos seus participantes. Veja abaixo a lista de inscritos na Carrasco &#8211; “Bahia de todos” 02 &#8211; Trotamundo &#8211; MG 03 &#8211; Selva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Corrida de Aventura Carrasco é um evento que tem como premissa &#8211; entre muitas outras &#8211; divulgar as belezas da caatinga, disseminar a consciência ambiental, proporcionar grandes emoções e experiências inesquecíveis aos seus participantes.</p>
<p>Veja abaixo a lista de inscritos na Carrasco &#8211; “Bahia de todos”<br />
02 &#8211; Trotamundo &#8211; MG<br />
03 &#8211; Selva &#8211; SP<br />
04 – Aventureiros do Agreste &#8211; BA<br />
05 &#8211; Makaíra &#8211; BA<br />
06 &#8211; Giramundo &#8211; BA<br />
07 – Atlas Brasil H2O &#8211; BA<br />
08 &#8211; Extremo Norte &#8211; PA<br />
09 &#8211; Azimute &#8211; BA<br />
10 &#8211; Carbono Zero &#8211; RN<br />
11 &#8211; E-Lama &#8211; SP<br />
12 &#8211; Oskaba &#8211; AL<br />
13 &#8211; Extreme &#8211; BA <br />
14 &#8211; QuasarLontra &#8211; SP<br />
15 &#8211; Rasodacata &#8211; BA<br />
16 – R2 &#8211; BA<br />
17 &#8211; Insanos &#8211; BA<br />
18 &#8211; Gantuá &#8211; BA<br />
19 &#8211; Rumo Certo &#8211; BA<br />
20 &#8211; Oskalunga &#8211; DF<br />
21 – Unimed Rio &#8211; RJ<br />
22 &#8211; Elite &#8211; PE<br />
23 &#8211; Calangos &#8211; BA</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Estudos geográficos na prática esportiva</title>
		<link>http://www.adventuremag.com.br/v5/2008/10/01/estudos-geograficos-na-pratica-esportiva/</link>
		<comments>http://www.adventuremag.com.br/v5/2008/10/01/estudos-geograficos-na-pratica-esportiva/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 10:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cientifico]]></category>
		<category><![CDATA[estudos]]></category>
		<category><![CDATA[monografia]]></category>
		<category><![CDATA[radical]]></category>
		<category><![CDATA[trekking]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.adventuremag.com.br/2009/?p=37</guid>
		<description><![CDATA[autor: Jeyller Henrique Rosa de Araújo &#8211; jeyller@hotmail.com Trabalho apresentado como monografia de conclusão de curso de graduação, do Curso de Geografia e Análise Ambiental, do Centro Universitário de Belo Horizonte, UNI-BH. Orientadora Professora Ms. Fabiana S. R. Faria. RESUMO A partir de pesquisas sobre os esportes que utilizam a Orientação Cartográfica, como a Corrida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>autor: Jeyller Henrique Rosa de Araújo &#8211; <a href="mailto:jeyller@hotmail.com">jeyller@hotmail.com</a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=0apresentacaomonografiajeyller-1223316219450653-9&amp;rel=0&amp;stripped_title=estudos-geogrficos-na-prtica-esportiva-presentation" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=0apresentacaomonografiajeyller-1223316219450653-9&amp;rel=0&amp;stripped_title=estudos-geogrficos-na-prtica-esportiva-presentation" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Trabalho apresentado como monografia de conclusão de curso de graduação, do Curso de Geografia e Análise Ambiental, do Centro Universitário de Belo Horizonte, UNI-BH.<br />
Orientadora Professora Ms. Fabiana S. R. Faria.</p>
<p><strong>RESUMO</strong><br />
A partir de pesquisas sobre os esportes que utilizam a Orientação Cartográfica, como a Corrida de Orientação, Corrida de Aventura e Radical trekking, o presente trabalho busca tornar público, principalmente perante a comunidade acadêmica, a importância e os benefícios que estes esportes que empregam ensinamentos geográficos podem trazer ao processo de ensino, em todos os níveis do aprendizado. Estas atividades desportivas que utilizam mapas e bússolas, surgiram impussionados pelo desporto Orientação e hoje já se ramificou em outras atividades com características diferentes, porém, reserva grande importância, em qualquer de seus segmentos, em um objeto de estudo da Geografia que é a Orientação Cartográfica. De uma forma geral, possuem como principais características caminhar, trotar, correr, pedalar de bicicleta, executar técnicas verticais, remar em variados tipos de embarcações, entre outras modalidades desportivas, sempre utilizando a natureza, através de montanhas, rios, campos, florestas, ravinas, lugarejos, ultrapassando diversos obstáculos através do espaço geográfico, e para não se perder no terreno ou buscar os melhores caminhos, utiliza-se a técnica de orientação empregando um mapa. Para os indivíduos colocarem em prática suas habilidades em todas estas atividade é necessário o desenvolvimento de competências essenciais, tanto intelectual, como física e moral. Devido a interdisciplinaridade desenvolvida nestas práticas desportivas, podemos concluir que esta atividade é uma excelente ferramenta pedagógica em qualquer nível do aprendizado. Além disso estes desportos utilizam a natureza como campo de jogo e cultuam a proteção e preservação do meio ambiente o que também serve para enautecer esta prática saudável. Os benefícios citados justificariam a prática dos esportes que utilizam a Orientação Cartográfica além da inclusão da iniciação ao esporte em currículos escolares, nas disciplinas correlacionadas como a Geografia, a Educação Física, o Turismo e a Ecologia, como procura demonstrar a presente monografia.</p>
<p>Palavras-Chave: Orientação Cartográfica, Corrida de Orientação, Corrida de Aventura, Radical Trekking, Geografia no esporte, Modalidade Orientação, Orientação na escola, Esporte multidisciplinar, Esporte Junto a Natureza.</p>
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		<title>Saiba como foi a primeira edição do Brasilia Multisport</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 12:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wladimir Togumi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[multisport]]></category>

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<p>O centro do poder brasileiro recebeu neste final de semana a primeira edição do Brasilia Multisport, evento esportivo baseado na tradicional prova realizada na Nova Zelândia, o Coast to Coast, e que teve duas de suas inscrições como premiação para os vencedores das categorias Masculina e Feminina.</p>
<p>A prova contou com dois percursos com distâncias diferentes. A principal teve 110 quilômetros e a prova curta, voltada para os iniciantes, 25 quilômetros, nas modalidades de corrida, ciclismo e canoagem.</p>
<p>A vitória ficou com os atletas Alexandre Manzan, no masculino,  e Bárbara Bonfim, no feminino, ambos de Brasilia, e a equipe formada pelos atletas olímpicos Leandro Macedo, Henrique Sirqueira, Alexandre Ribeiro e Sebastian Cuattrin, no revezamento. Na prova curta os vencedores foram Arthur Sirqueira e Karina Matoso e nas duplas, Roberto Moreira e Cid Barbosa.</p>
<p>Como era esperado, o “Dream Team” do revezamento tomou a liderança logo no começo de prova com Leandro Macedo e se mesmo isso não fosse suficiente, Cuattrin mostrou porque representou o país em quatro olimpíadas. De longe parecia que seu caiaque tinha um motor, se distanciando rapidamente do segundo colocado.  “Sabia que a canoagem ia ser decisiva, pois muitos aqui não têm tanta experiência de remo, então sempre que pude, desde o começo, não me segurei, abri o máximo de distância”, conta Cuattrin.</p>
<p>Entre os atletas solo a disputa era mais acirrada. Na categoria masculina a briga era entre Guilherme Pahl, que vinha na frente, Alexandre Manzan e Kenny Souza, todos atletas locais. Os três iniciaram praticamente juntos a etapa de canoagem em rio e a agora a habilidade de cada um nas corredeiras faria a diferença.</p>
<p>Mas Guilherme não conseguiu manter a liderança e foi ultrapassado por Manzan, que completou a prova 15 minutos atrás dos atletas olímpicos no revezamento.  “Perdi muito tempo nos trechos de remo, virei o caiaque umas quatro vezes, mas acreditei que isso poderia acontecer com os outros também e não desisti, fui persistente. Foi uma prova muito dura, cansativa, realmente achei que não ida dar para mim, se forçasse mais, não completaria”, explicou Manzan.</p>
<p>Para Guilherme, uma estratégia errada foi o que tirou a vitória de sua mãos. “Dei minha cartada no começo da prova, mas na corrida não consegui segurar. Agora já sei o que fazer para ano que vem”, disse.</p>
<p>Entre as mulheres a liderança se alternou entre a paulista Camila Nicolau e a brasiliense Bárbara Bonfim durante quase todo o percurso. Bárbara foi melhor no começo de prova mas foi ultrapassada na bicicleta e começou a descida do rio com 5 minutos de diferença. Sabendo que sua rival era mais forte na corrida, Camila teria que remar forte para abrir a maior vantagem possível para não ser alcançada na corrida.</p>
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		<title>Circuito de Aventura Alagoas &#8211; A grande peleja</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 12:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resultados]]></category>
		<category><![CDATA[alagoas]]></category>
		<category><![CDATA[circuito]]></category>
		<category><![CDATA[peleja]]></category>

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		<description><![CDATA[1 &#8211; Oskaba (AL) 2 &#8211; Direction (PE) 3 &#8211; Makaira (BA) 4 &#8211; Carbono Zero (RN) 5 &#8211; Caboclo de Lança (PE) 6 &#8211; Calangos (BA/AL) 7 &#8211; Odisséia (PE) 8 &#8211; Zumbi (AL) 9 &#8211; Ospato (AL) 10 &#8211; Usbão (AL) 11 &#8211; Terra de Santa Cruz (PE) 12 &#8211; Massaio Q (AL) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 &#8211; Oskaba (AL)<br />
2 &#8211; Direction (PE)<br />
3 &#8211; Makaira (BA)<br />
4 &#8211; Carbono Zero (RN)<br />
5 &#8211; Caboclo de Lança (PE)<br />
6 &#8211; Calangos (BA/AL)<br />
7 &#8211; Odisséia (PE)<br />
8 &#8211; Zumbi (AL)<br />
9 &#8211; Ospato (AL)<br />
10 &#8211; Usbão (AL)<br />
11 &#8211; Terra de Santa Cruz (PE)<br />
12 &#8211; Massaio Q (AL)<br />
13 &#8211; Talz (AL)<br />
14 &#8211; Limite Infinito (AL)<br />
15 &#8211; Insanos Adventure (BA)<br />
16 &#8211; Pó com Impacto (RN)<br />
17 &#8211; Resgate 193 (AL)<br />
18 &#8211; Salvar (AL)<br />
19 &#8211; Osparea (AL)<br />
20 &#8211; Ozomi (AL)<br />
21 &#8211; Ospato 02 (AL)<br />
22 &#8211; Makaira 02 (BA)<br />
23 &#8211; Peregrinos Bike Show (SE)</p>
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		<title>Ducks: o que pode ser feito para evitar novos problemas</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 19:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lilian Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[ducks]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Discussões sobre ducks estourados ou furados em corridas de aventura têm se tornado rotineiras desde o ano passado. Um dos últimos casos aconteceu em maio, durante o Desafio das Montanhas, em Laranja da Serra, no Espírito Santo. Em geral, dois importantes tópicos são levantados entre os atletas, mas nunca chegaram a ser discutidos abertamente: &#8220;Qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2008/06/largada_ducks.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23" title="Largada de ducks" src="http://www.adventuremag.com.br/v5/wp-content/uploads/2008/06/largada_ducks.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a></p>
<p>Discussões sobre ducks estourados ou furados em corridas de aventura têm se tornado rotineiras desde o ano passado. Um dos últimos casos aconteceu em maio, durante o Desafio das Montanhas, em Laranja da Serra, no Espírito Santo.</p>
<p>Em geral, dois importantes tópicos são levantados entre os atletas, mas nunca chegaram a ser discutidos abertamente: &#8220;Qual a posição oficial da organização diante desse tipo de problema?&#8221; e &#8220;O que fazer para evitar ou minimizar situações como estas, que acabam sendo um desafio à parte para as equipes durante as competições?&#8221;</p>
<p>Apesar de, boa parte das vezes, o debate entre competidores se esgotar antes mesmo dos organizadores se justificarem e apresentarem alternativas, Thiago Mol, organizador do Desafio das Montanhas volta ao tema e conta que dez dos 45 ducks alugados furaram pouco antes do início da prova. Ele esclarece que o Sol intenso e a pressa das equipes em calibrar as embarcações e acomodar seus pertences para a largada foram os principais fatores que acarretaram no problema. Mol garante ter checado todos os ducks, dos quais três alugados como reserva, 30 minutos antes da largada e nenhum apresentava problema.</p>
<p>O fornecedor das embarcações, Lucas Gerônimo, que não estava presente no local, conta que a equipe responsável pelo equipamentos nesta prova relatou ter enchido e checado as válvulas na noite anterior, deixando para antes da largada apenas a calibragem final. As 8h da manhã do dia da largada, Lucas recorda-se de ter recebido um telefonema e a confirmação de que todos os barcos estavam em condições de uso, surgindo ducks com problemas logo após os atletas assumirem o controle das bombas. Mesmo após ouvirem o apelo de aguardarem a calibragem por parte da equipe da organização, Lucas ouviu pelo telefone que os atletas insistiram em fazê-la por conta própria. Com os ducks furados, a organização do Desafio das Montanhas precisou remodelar a prova minutos antes da largada, dividindo os quartetos em duplas, que se revezariam no remo.</p>
<p>Depois do ocorrido, para a próxima etapa do Desafio das Montanhas, Mol já pensa em deixar de usar barcos infláveis, devido à grande chance de incidentes nesse tipo de competição. Embora classifique esta embarcação como um dos principais fatores que facilitou a introdução da modalidade de remo na maior parte das competições de aventura no Brasil, devido ao baixo custo de locação e transporte facilitado frente a outros tipos de caiaques, Thiago Mol crê que está na hora de mudar. “A maioria dos ducks utilizados nas corridas de aventura no Brasil são de 2000/2001 &#8211; da época do EMA -.Quando esse material é novo, o risco de avarias é mínimo”, cometa Mol.</p>
<p>Mol avalia que o momento é de reformulação das embarcações, classificando-as de ultrapassadas. O organizador do Desafio das Montanhas acredita que os atletas precisam utilizar outros tipos de barcos para ampliar seu leque de experiência, qualificando os do tipo sit-on-top como os mais indicados para o esporte. “Sinceramente, gostaria que os barcos utilizados fossem os fechados, em que é necessário o uso da ‘saia’, pois são barcos velozes, que exigem técnica do atleta e o tempo de vida útil é muito grande”, comenta.</p>
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